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“Em matéria de prevenção florestal continuamos a estar numa situação em que nada mudou relativamente ao ano passado e temos um elevado risco de ter um grande incêndio na região e estamos muito preocupados”, disse à agência Lusa o deputado socialista Miguel Freitas, eleito pelo círculo de Faro.

Miguel Freitas visitou na segunda-feira, com o presidente da Federação do PS do Algarve, António Eusébio, Tavira e São Brás de Alportel e as estruturas que integram a prevenção e combate a fogos florestais, depois de no verão passado os dois municípios terem sido afetados por um grande fogo que queimou mais de 20 mil hectares.

O deputado disse hoje à Lusa ter constatado que “se mantêm as dificuldades operacionais e financeiras para os trabalhos de prevenção florestal” e que não se confirmou a “ideia de que estes dois concelhos, depois do fogo do ano passado, iriam ter facilidades por parte do Governo para implementar projetos de mitigação ambiental e da recuperação da área ardida”.

“Não está nada feito porque foi tardiamente aprovado e, ainda agora foi aprovado, já tem de ser remodelado”, criticou Miguel Freitas, dizendo que os prazos não foram cumpridos e, por isso, a regulamentação terá de ser corrigida.

Miguel Freitas criticou também a alegada falta de definição do Governo relativamente às equipas de sapadores florestais dos municípios, que integram o dispositivo distrital de combate a incêndios florestais e representam 10 por cento do total de 350 operacionais.

“O Estado não está a transferir as verbas para pagamento destes sapadores florestais. Esta é a situação mais grave que neste momento nós temos, quer na região quer a nível nacional”, afirmou.

O deputado acrescentou que estes homens “não sabem em que condições é que exercem as suas funções, porque o Estado tem suspensos os contratos com as equipas de sapadores florestais municipais, que são seis das nove que existem no Algarve”, e isso “cria instabilidade no dispositivo de combate aos fogos florestais”.

Lusa

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