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Miguel Freitas propõe Observatório Contra Desertificação em Alcoutim

O primeiro secretário da Comunidade Intermunicipal do Algarve, Miguel Freitas, disse ontem à Lusa que quer criar um Observatório Nacional de Luta Contra a Desertificação, em Alcoutim, um dos locais do país mais fustigados por aquele fenómeno.

“O nordeste algarvio tem hoje todas as condições para ser um elemento essencial na criação do observatório de luta contra a desertificação”, disse Miguel Freitas apontando para as questões físicas do território mas também para o despovoamento do mesmo.

Segundo o também docente da Universidade do Algarve, que em junho de 2016 alertou que Portugal está em risco de ter um deserto dentro 20 anos se não houver um combate à desertificação, o observatório vai formalizar uma rede nacional de conhecimento nesta área.

Um observatório com vários laboratórios espalhados por todo o território nacional e uma rede digital de informação aberta que permita estudos na área da desertificação aos níveis nacional e internacional compõem a proposta de Miguel Freitas.

A proposta tem como objetivo final a implementação de medidas que combatam a desertificação a nível nacional, mas carece ainda de parecer da Comissão Nacional de Luta Contra a Desertificação.

Segundo Miguel Freitas, este observatório poderá ajudar a dar resposta à questão dos compromissos internacionais, perceber as necessidades nacionais e a necessidade de monitorização e avaliação do Programa Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas e de combate à desertificação.

A localização do observatório naquele concelho do nordeste algarvio permite ainda contar com o contributo dos alunos do mestrado de gestão sustentável de espaços rurais que está a ser lecionado em Alcoutim.

“Há aqui uma base muito interessante de gente a trabalhar que devemos aproveitar”, observou Miguel Freitas apontando que existe uma candidatura para aquele território para a criação de um centro de recursos endógenos que pretende acolher novas empresas que queiram trabalhar neste domínio.

Para aquele território foi feita uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural 2020 para promover a reconversão de cerca de 30 mil hectares de pinhal através de boas práticas e com vista à promoção da descarbonização.

A Comunidade Intermunicipal do Algarve tem estado a trabalhar nesta área e já aprovou o plano intermunicipal de alterações climáticas que se vai debruçar sobre os problemas do litoral e da desertificação.

“Vamos ter um plano de ação, o que significa que vamos poder desenvolver trabalho de terreno nesta matéria”, acrescentou Miguel Freitas.

Aquele especialista indicou que cerca de 50% do território nacional se debate com as questões da desertificação e do despovoamento e considera que “dar importância é a única forma de evitar a desertificação de uma parte do país”.

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