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O Ministro da Educação visitou hoje a escola a Escola EB1/JI (n.º 3) de São Brás de Alportel, José Belchior Viegas, que acolhe os filhos dos trabalhadores essenciais.

Durante a visita, no primeiro dia da nova fase do ensino à distância, Tiago Brandão Rodrigues falou com os docentes e auxiliares, mas também com os alunos, testemunhando que nem todos eram filhos de trabalhadores essenciais, já que havia crianças identificadas pela escola como não tendo o necessário apoio em casa, optando o agrupamento por encaminhá-los para o estabelecimento de ensino.

Os alunos do 1.º ao 12.º ano retomaram hoje as atividades letivas, mas longe das escolas, regressando das férias antecipadas para o já conhecido ensino a distância que marcou o final do ano letivo passado.

No total, são cerca de 1,2 milhões de alunos que voltam a ser obrigados a trocar, por tempo indefinido, as salas de aula pelas suas casas, quase um ano depois de, em março, o Governo ter encerrado as escolas e implementado o ensino a distância para conter a pandemia de covid-19.

Os conteúdos para o ensino secundário disponíveis nas plataformas digitais do projeto #EstudoEmCasa passam também hoje a ser difundidos na televisão,

Os blocos pedagógicos temáticos semanais produzidos para o ensino secundário e que têm vindo a ser disponibilizados na RTP Play, vão passar a estar acessíveis na posição 8 (posição 9 nos Açores e na Madeira) da televisão digital terrestre (TDT) e na posição 444 das operadoras de cabo.

O ministro defendeu que o ensino presencial deverá regressar assim que possível, dependendo da opinião dos especialistas e começando pelo 1.º ciclo e pré-escolar.

“Sabemos que os alunos do 1.º ciclo e o do jardim-de-infância têm necessariamente mais dificuldade para terem autonomia e acontecer ensino e aprendizagem à distância. Essa é uma decisão a tomar em função das avaliações dos epidemiologistas”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

O governante reafirmou que é necessário “criar as condições de segurança” para poder abrir as escolas.

Caso não seja possível para “todos os alunos”, que se comece por aqueles que os epidemiologistas indicarem tendo em conta a “perigosidade das várias variantes” que neste momento existem.

Reforçando a ideia que “nada substitui o ensino preferencial”, defendeu a importância de “trazer para a escola” os alunos que não tenham em casa as condições para o ensino à distância, possibilitando à escola “dar a resposta imediata às crianças”, numa articulação com as autarquias e o Ministério da Educação.

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