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Todos os anos, no dia 2 de Novembro, celebra a Igreja Católica, a memória dos fiéis defuntos pelos quais rogo ao Senhor que os recebe na Sua glória eterna.

Nos tempos actuais, como bem expressa o Concílio Vaticano II, existe nos homens o temor e a angústia de que tudo acabe para sempre com a morte.

De facto, a morte é um mistério que, visto apenas à luz da razão é um desastre, um fim cego e trágico, uma realidade insuportável. Porém, segundo os ensinamentos de Jesus Cristo e à luz da fé, a morte não é o fim, é apenas uma passagem.

Para um cristão consciente e que viva a sua fé, a morte será o encontro maravilhoso com Jesus Cristo. Sim, Ele venceu a morte com a Sua ressurreição, Ele que, por várias vezes, declarou ser a Ressurreição e a Vida, prometeu também a todos os que acreditassem n’Ele que viveriam para sempre na luz e felicidade eternas.

Contudo, essa imortalidade feliz que Cristo nos conquistou com a Sua vida, paixão, morte e ressurreição pressupõe, da nossa parte, que nos preparemos seguindo as Suas recomendações registadas nos Evangelhos: Vigiar, converter-se dia a dia, exterminar do coração o ódio, a inveja e todas as inclinações para o mal e para o pecado a respeito do qual muitos homens e mulheres, desta época, já perderam a noção, o sentido e a consciência…

Tudo é permitido, o mal moral não existe, é coisa do passado e por isso quantos cristãos vivem, hoje, como autênticos pagãos!…

Mas, por outro lado, têm existido e continuam a existir cristãos, autênticos discípulos de Jesus Cristo que, apesar de viverem em ambientes não só indiferentes mas até hostis à prática das virtudes cristãs, dão testemunho da sua fé.

É a estes que ao morrerem, encontrando-se em graça, isto é, na amizade de Deus, nós chamamos fiéis defuntos.

Estarão em purificação, sem dúvida, contudo, estão salvos esperando pelas nossas orações para que Deus lhes conceda, o mais rapidamente possível, a entrada plena na felicidade perfeita.

Por isso no dia 2 de Novembro, devemos rogar, com mais insistência e participar, se possível na Eucaristia em sufrágio de todos esses nossos irmãos na fé, familiares ou não, que depois junto de Deus serão, de certo, nossos intercessores e advogados.

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