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Movimento Algarve Livre de Petróleo pede demissão de dois ministros

Foto © Plataforma Algarve Livre de Petróleo

O Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) pediu hoje as demissões dos ministros do Mar, Ana Paula Vitorino, e do Ambiente, João Matos Fernandes, por estarem a promover a exploração petrolífera no país contra a vontade das populações.

“Este movimento de cidadãos considera (…) que quer o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, quer a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, perderam as condições para o exercício do cargo e que, em nome da dignidade e da seriedade do exercício da representação dos cargos públicos, devem apresentar a sua imediata demissão”, defendeu o MALP num comunicado divulgado hoje.

Esta posição do Movimento foi tomada depois de ter conhecimento de que Ana Paula Vitorino terá viajado aos Estados Unidos da América para “promover e estimular a exploração de petróleo no mar do Algarve e do Alentejo”, em setembro passado, quando decorria a consulta pública onde 42.000 pessoas e entidades se opuseram à concessão de um furo ao largo de Aljezur, concelho da costa ocidental do Algarve.

O MALP considerou que o ministro João Matos Fernandes também se deve demitir por ter dito publicamente que seria “normal” Portugal avançar para a prospeção de petróleo”, quando o Governo procura passar a mensagem de que está a fazer o possível para travar os contratos de exploração e pesquisa de hidrocarbonetos assinados pelo Estado português com consórcios petrolíferos.

“Portugal não pode ter um ministro do Ambiente que acha normal a exploração de petróleo no território português e uma ministra do Mar que abre a consulta pública aos cidadãos para decidirem do furo ao largo de Aljezur e que, nas suas costas, vai vender o território lá fora”, argumentou o Movimento.

“Descontentamento” e “profundo pesar” são os sentimentos que o Movimento diz sentir pela “forma despudorada” como Ana Paula Vitorino foi em setembro aos Estados Unidos “a vender o país a retalho às petrolíferas”.

“Esta venda a retalho do território português aconteceu no mesmo período temporal em que as populações do Algarve esperavam ansiosamente o resultado da participação dos cidadãos numa consulta pública sobre o furo de Aljezur, onde mais de 42 mil pessoas levantaram objeções a esta autorização governamental de prospeção de hidrocarbonetos, com apenas quatro participações a favor”, criticou.

O MALP lamentou que a ministra tenha também “passado a mensagem, nessa mesma reunião, de que haveria um problema de iliteracia com as populações locais e com os autarcas que se têm oposto à atividade petrolífera, passando de uma assentada um atestado de ignorância massiva ao seu próprio povo” que se opõe à exploração petrolífera.

O MALP apelou ainda “à participação da população algarvia e alentejana na manifestação” que vai realizar-se sábado, em Faro, junto à Escola de Hotelaria e Turismo, pelas 09:00, para “exigir junto do senhor Presidente da República e do Senhor Ministro da Economia a suspensão imediata do furo de Aljezur atribuído ao concessionário ENI/GALP”.

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