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“Na quinta-feira ao princípio da tarde, o Eng. Macário Correia tornou público que para a hasta pública de vários prédios na Vila Adentro não havia propostas. Fez-se, mais uma vez, de vítima, quando é ele que crucifica o município”, considerou o movimento liderado por José Vitorino, antigo presidente da Câmara de Faro, sublinhando que o prazo para apresentar propostas só terminava na sexta-feira.

Fonte da autarquia confirmou hoje à agência Lusa que "não houve interessados" na aquisição dos quatro prédios que a autarquia levou a hasta pública, cujo prazo terminou na sexta-feira.

"É provável que daqui a algum tempo, dentro de três ou quatro meses, se volte a realizar uma nova hasta pública", afirmou fonte do gabinete do presidente, que não quis comentar as críticas do CFC.

O movimento referiu, num comunicado, que “a maior parte da responsabilidade pela não alienação de património é dos atuais órgãos autárquicos”, ao terem deixado a venda destes prédios para mais tarde para “o dinheiro entrar perto das eleições”, em vez de terem alienado esse património em 2009 ou 2010, quando havia “muita procura”.

Segundo o CFC, o executivo foi incapaz de preparar “os Cadernos de Encargos e Concursos de forma adequada para um melhor serviço ao município” e para “tornar o negócio interessante para os investidores”.

“Com outro enquadramento do Concurso, haverá investidores para, pelo menos, dois ou três dos prédios postos à venda”, defendeu o CFC, para quem Macário Correia “esbanjou dinheiro em deslocações ao Brasil, à Argentina e à Ucrânia para atrair investidores que nunca apareceram”.

O CFC acusou ainda a Câmara de “irresponsabilidade” e de “afundar financeiramente a autarquia”, porque “tem continuado a assumir novos compromissos e despesas sem realizar receita”.

A maioria do património que a Câmara de Faro tem à venda continua sem compradores, mesmo após o lançamento de sete hastas públicas, nos últimos três anos, disse na semana passada à Lusa o presidente da autarquia, Macário Correia.

Na sexta-feira terminou o prazo de apresentação de propostas para a compra de quatro prédios localizados na Vila Adentro, entre os quais o edifício do antigo Magistério Primário e da Escola Profissional D. Francisco Gomes.

Com a venda de mais de 20 imóveis e terrenos, a autarquia esperava encaixar cerca de 13 milhões de euros, que ajudariam a saldar dívidas, mas durante os três anos de mandato Macário Correia apenas conseguiu fazer vendas de dois milhões de euros.

Lusa
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