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Liderado pelo antigo presidente da autarquia José Vitorino, o movimento CFC tomou esta posição depois de o barco-ambulância “Ria Solidária”, oferecido pelo Governo Civil de Faro aos Bombeiros Voluntários da cidade em 2008, “estar em terra para manutenção há três meses”.

“O equipamento de substituição não é alternativa capaz, como risco maior para a vida das pessoas. É uma situação intolerável, que tem de ser resolvida no imediato e cuja culpa principal é do presidente e do executivo, querendo “esconder-se” atrás do comandante dos Bombeiros, quando ele depende do presidente”, afirmou o CFC num comunicado.

A responsabilidade é imputada a Macário Correia e ao executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT por, segundo o movimento, “terem ilegalmente e sem preparação criado a FOCON (Força Operacional Conjunta) com os Bombeiros Municipais e Voluntários”.

O CFC considera que, desde a criação da FOCON, “há mau estar entre os bombeiros” municipais e voluntários e “há problemas de operacionalidade”, sendo “frequentes” casos de “incompetência e irresponsabilidade”.

Questionado pela Lusa, Macário Correia disse que não comentava as críticas do CFC.

Por seu turno, o comandante da FOCON, Aníbal Silveira, confirmou que o barco-ambulância “está parado para manutenção”, mas disse só lhe competir responder a questões operacionais, refutando a ideia de que o socorro nas ilhas esteja posto em causa com a paragem da embarcação.

“Operacionalmente não vejo razões para a emergência médica estar em causa. A Marinha tem o apoio do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), que conta com uma embarcação, e há um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) sedeado em Loulé que pode intervir em caso de necessidade”, afirmou o responsável da FOCON.

A Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, explicou à Lusa que o barco-ambulância foi adquirido por uma verba de cerca de 120000 euros e “cedido aos Bombeiros Voluntários de Faro, no âmbito de um protocolo, por exigência dos próprios”.

“A responsabilidade agora é dos Bombeiros Voluntários, que entretanto se uniram com os municipais após a criação da FOCON”, acrescentou.

O “Ria Solidária”, com 8,5 metros de comprimento, tem como funções principais apagar incêndios em embarcações que naveguem na Ria Formosa, a evacuação de doentes emergentes para Faro e o transporte de pessoas com mobilidade reduzida.

A embarcação polivalente foi apresentada publicamente a 28 de junho de 2008, com a presença do ministro da Administração Interna (MAI), Rui Pereira, que se congratulou com "o pioneiro meio de proteção civil no país".

Lusa
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