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Numa conferência de imprensa realizada hoje, Vitorino explicou que o projeto em causa "é elaborado pela empresa Pólis da Ria Formosa, com o acordo da Câmara de Faro, e depois submetido à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, pelo que o presidente da Câmara não pode dizer que o desconhece".

"Em primeiro lugar o plano é louco, porque prevê a expulsão dos pescadores da Ilha de Faro, que a tinham colonizado em 1890. E em segundo lugar o engenheiro Macário Correia não pode dizer que desconhece o plano, porque é a Câmara que o tem que apresentar à CCDR", afirmou.

José Vitorino disse que Macário Correia está a utilizar o facto de ser a Pólis da Ria Formosa a fazer os estudos para a colocar como alvo das críticas contra o plano e, por isso, "mentiu aos farenses" e "deve demitir-se".

O Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, admitiu hoje que as demolições na Praia de Faro são um processo “incontornável” mesmo não havendo verbas disponíveis de imediato para avançar com a remoção das construções em zona de risco.

O projeto de Plano de Pormenor (PP) da Praia de Faro, recentemente concluído, prevê a demolição de cerca de 80 por cento das construções situadas na área concessionada à autarquia.

Às 282 edificações agora sinalizadas para serem removidas da faixa central da praia juntam-se ainda as 249 dos extremos poente e nascente da praia, cuja demolição já estava prevista, o que significa que só restarão 85 das atuais construções.

Vitorino considera "inaceitável" que os pescadores esteja a ser "obrigados" a sair da praia de Faro e diz que Macário Correia está "a empurrar o ónus do plano para a Pólis, mas concorda com ele".

"Se não concordasse com o plano tinha dito alguma coisa e o mesmo não tinha sido enviado para a CCDR", organismo descentralizado do Ministério do Ambiente na região, acrescentou.

A Lusa contactou a Câmara de Faro, mas fonte do gabinete do presidente disse que Macário Correia não comentaria as acusações de José Vitorino.

Lusa

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