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Em comunicado, o CFC considera que "perante a conduta e falta de ética, o engenheiro Macário Correia deveria ter uma postura de Estado, suspendendo de imediato o mandato, em defesa do concelho de Faro".

O movimento encabeçado por José Vitorino, ex-presidente da Câmara de Faro, sustenta que Macário Correia "está politicamente ferido de morte e arrastará o concelho" de Faro.

"Seja qual for a decisão final, o que o processo revela e o que está em causa é uma forma de estar e de decidir. (…) Não estuda processos, decide contra a lei ou sem se preocupar se a cumpre", lê-se no comunicado.

Para o CFC, apesar dos factos pelos quais Macário Correia foi julgado terem decorrido em Tavira, "em Faro a forma de atuar é a mesma, com a agravante de contar com o apoio do Partido Socialista".

"Com o voto expresso do PS, ou a conivência deste partido, são muitas as decisões com queixas que correm termos no Tribunal de Contas, Ministério Público, Inspeção de Finanças, Inspeção-Geral e Administração Local", acrescenta o documento.

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) determinou "a perda do atual mandato" de Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, por violação do Plano Regional do Ordenamento do Território do Algarve e Plano Diretor Municipal em 2006, quando era presidente da Câmara de Tavira.

Em acórdão datado de 20 de junho, o STA deu provimento ao recurso e revogou "o acórdão recorrido do Tribunal Central Administrativo do Sul e a sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé", julgando a ação procedente e declarando "a perda do atual mandato" de Macário Correia.

Nas autárquicas de 12 de outubro de 2009, Macário Correia (PSD) e a coligação de direita "Faro está Primeiro" ganharam a maioria absoluta na Câmara de Faro, apenas com 130 votos de vantagem sobre o seu opositor socialista, José Apolinário.

A coligação PPD-PSD/CDS-PP/MPT/PPM, encabeçada pelo social-democrata Macário Correia, obteve 13.340 votos (42,67%) e elegeu cinco vereadores, enquanto o PS de José Apolinário obteve 13.210 votos (42,25%), elegendo quatro vereadores.

Os comunistas foram a terceira força política em Faro, conseguindo 1.642 votos (5,25%), e o candidato independente José Vitorino, líder do movimento de Independentes Com Faro no Coração (CFC) e ex-presidente da Câmara, obteve 1.287 votos (4,12%).

O Bloco de Esquerda foi a quinta força política a obter votos em Faro, tendo conseguido 950 votos (3,04%).

Lusa
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