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Multidão despediu-se do padre Augusto de Brito

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© Samuel Mendonça

Uma enorme multidão, oriunda de vários pontos do Algarve e não só, despediu-se esta tarde, em São Bartolomeu de Messines, do padre Augusto de Brito, de 71 anos, pároco não só daquela paróquia mas também de São Marcos da Serra, que faleceu na última segunda-feira.

Na celebração exequial do funeral do sacerdote, presidida pelo bispo do Algarve e concelebrada por várias dezenas de sacerdotes, alguns vindos do Porto juntamente com amigos e antigos colegas do padre Augusto Brito, D. Manuel Quintas lembrou a sua “caminhada vocacional muito peculiar, visto ter sido ordenado sacerdote aos 49 anos”.

“Foi após muitos anos nos antigos TLP, onde inclusivamente pertenceu aos quadros do sindicato, para cujo despertar e desenvolvimento vocacional muito contribuiu o apoio dos próprios colegas de trabalho, criando-se entre eles laços tão estreitos que a distância nunca conseguiu anular. Laços que também este ano, à semelhança dos anos anteriores, foram renovados no 22º aniversário da sua ordenação sacerdotal, ocorrido domingo passado, permitindo-lhes passar juntos o último dia da vida do padre Brito”, referiu o prelado.

D. Manuel Quintas lembrou que “apesar das complicações de saúde, provocadas pela limitação de funcionamento de alguns órgãos vitais e que, nestes últimos anos, originaram diversas situações que se revestiram de grande gravidade, o padre Brito sempre revelou vontade de viver, até de viajar e, particularmente, de servir até ao limite das suas forças estas comunidades paroquiais, revelando sempre grande sensibilidade social e empreendendo a recuperação do património paroquial como se nada sofresse e de nada pudesse queixar-se”. “Agradecemos a Deus o dom da sua vida e do seu ministério vividos com total dedicação, quer como trabalhador e sindicalista, quer como sacerdote”, complementou.

O bispo do Algarve deu “graças a Deus” em seu nome pessoal e da diocese algarvia “por todo o trabalho semeado” pelo sacerdote falecido na Igreja do Algarve. “Agradeço reconhecido aos seus colaboradores mais diretos e, sobretudo, a quantos – e foram muitos, graças a Deus – que o apoiaram na sua doença, compreenderam e supriram as limitações das forças físicas que tantas vezes lhe faltaram”, afirmou, sublinhando que a vida não acaba com a morte. “A luz que brota do mistério pascal de Cristo leva-nos a afirmar, sem reservas, a esperança na vida eterna”, sustentou.

No final da celebração, uma representante dos paroquianos agradeceu por todo o legado deixado pelo pároco falecido e lembrou que o sacerdote enfrentou “poderes instituídos” porque “não conseguia enveredar pela indiferença”. Foi ainda informado que irão ser mantidas todas celebrações do próximo fim de semana: no sábado, no Santuário de Nossa Senhora da Saúde às 10.30h e, no domingo, em São Bartolomeu de Messines às 12h e em São Marcos da Serra às 15.30h. Durante a semana também se mantêm as celebrações, sendo celebrada missa em memória do sacerdote na próxima segunda-feira, pelas 10.30h em São Bartolomeu de Messines.

Após a Eucaristia, o cortejo fúnebre seguiu até ao largo da feira, partindo depois com vários autocarros até Estoi, tendo o corpo do sacerdote sido sepultado na campa dos seus pais do cemitério local.

O padre Augusto Brito, pároco de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra, respetivamente desde 1993 e 1994, sofria há muitos anos com complicações de saúde provocadas pela diabetes e foi encontrado sem vida na última segunda-feira na casa paroquial de São Bartolomeu de Messines.

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