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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O Município de Faro volta a associar-se às Jornadas Europeias do Património, que se celebram nos próximos dias 28, 29 e 30 de setembro, este ano sob o tema “Partilhar Memórias”.

O programa da autarquia centra-se na ermida de Santo António do Alto e tem início amanhã, 28 de setembro, com uma atividade dinamizada pelo serviço educativo do Museu Municipal de Faro, com o objetivo de partilhar junto dos mais novos as memórias dos tempos de meninice de Altina Manhita, em torno daquela igreja e da sua ligação ao seu patrono, popularmente conhecido como casamenteiro.

Na ermida terá lugar, às 17 horas, a celebração da eucaristia, presidida pelo padre Rui Barros Guerreiro.

No sábado, 29 de setembro, pelas 16h, irá realizar-se uma visita guiada com Francisco Lameira, historiador de arte e professor na Universidade do Algarve, que dará a conhecer a história e a decoração artística do templo.

Pelas 17h, o interior da ermida receberá um concerto com Ricardo Martins e Trio. À noite, a partir das 21h30, uma seleção de curtas-metragens do Cineclube de Faro, todas dedicadas a Santo António, será apresentada junto à igreja.

As comemorações das Jornadas Europeias do Património têm o seu desfecho no domingo, 30 de setembro, com novo concerto, pelas 16h, desta feita em flauta de bisel pelo grupo F3. Luís Carmelo, conhecido contador de histórias, termina o programa a partir das 17h com muitas memórias e viagens pelo imaginário.

A entrada é livre para todas as iniciativas, sujeita à lotação do espaço da ermida.

A ermida de Santo António do Alto é, para além de um dos monumentos mais carismáticos da cidade, um dos templos mais antigos, remontando à segunda metade do século XV. Mas não é só a antiguidade que o torna célebre. O seu miradouro, com uma vista privilegiada sobre a ria, faz dele um dos cartões turísticos mais procurados da cidade. Este monumento, pertencente ao património da autarquia, sofreu importantes transformações no século XVIII pelo famoso arquiteto Diogo Tavares e pelo entalhador Manuel Martins. Recebeu a visita real no século XIX e no século XX instalou numas casas anexas o museu antonino.

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