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O Infante D. Henrique nasceu em 1394 e faleceu em 1460, tendo proporcionado datas comemorativas, como neste ano de 2010, que faz quinhentos e cinquenta anos que faleceu.

A primeira grande comemoração foi em 1960, considerado o ano Henriquino, pelos quinhentos anos do seu falecimento, com grande concentração no Promontório de Sagres, para onde se deslocaram numerosos estudantes dos liceus e dos colégios do ensino privado.

Em Tavira, também foi colocado um padrão junto à igreja de Santa Maria, onde o Infante D. Henrique ouvira missa, quando do regresso de Ceuta.

A igreja de Santa Maria de Tavira, que tem na parede lateral ao altar-mor, a lápide dos restos mortais de Paio Peres Correia, conquistador da cidade, que foram trasladados do convento de Santa Maria de Tentúdia em Espanha, segundo relata o cronista Rui de Pina, já foram confirmados em 1724, quando o Juiz de Fora, Dr. João Leal da Gama mandou abrir aquele local e encontrou uns ossos muito claros e de grande tamanho.

Foi nesta igreja, que D. João I, quando regressou de Ceuta com os filhos D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique, segundo as "Notícias Históricas de Tavira", disse-lhes: "A vós D. Duarte não sei que acrescentamento e honra Vos posso fazer sobre o que Deus vos quis dar. Sendo meu primeiro filho, herdeiro de meus remos e de minha terra, podeis tomar n’ella tanto quanto vos aprouver". "Mas a vós outros me praz de fazer Duques a saber: a vós Infante D. Pedro faço duque de Coimbra e ao Infante D. Henrique duque de Viseu e pela grandeza e o trabalho que fechou em todos estes feitos, assim na armada que fez no Porto, como do trabalho e perigo que houve no dia em que filhámos a cidade e por todas as coisas que em ela obrou o faço Senhor da Covilhã".

Terminou D. João I, tendo presente Nuno Alvares Pereira, que tem a sua imagem na igreja de Santa Maria, com aplausos da nobreza, que pela primeira vez eram concedidos aqueles títulos em Portugal.

De Tavira, D. João I seguiu para Évora, onde o aguardavam os Infantes D. João e D. Fernando que tinham ficado por serem mais novos.

Em 1994, que se comemorou os seiscentos anos do nascimento do Infante, em Lagos, numa visita da ASORGAL a esta cidade, na tarde, houve missa na igreja de Santa Maria, celebrada pelo Padre Américo Veiga.

Recordar os quinhentos e cinquenta anos do falecimento do Infante D. Henrique é reavivar a história das descobertas marítimas, onde Portugal deixou a língua lusíada, que é uma, das mais faladas entre os povos que constituem este mundo.

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