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Natal Sempre

Já lá vão mais de dois mil anos e a maior parte dos homens de todas as latitudes ainda se mostra sensível a este acontecimento ímpar, a este consolador mistério De facto, o nascimento de Jesus foi, sem dúvida, o maior acontecimento de todos os tempos.

Aparentemente e aos olhos dos seus contemporâneos foi o nascimento de uma criança igual a qualquer outra nascida em ambiente de grande pobreza.
Como as outras, ela chora, ela tem frio, ela sente o desconforto do estábulo…

Mas a par de todas estas carências o Seu nascimento é, por outro lado, rodeado de sinais e fenómenos que indiciam, desde logo, a Sua origem e a missão a que está destinado.

Foi por isso que reboaram pelos ares de Belém vozes cristalinas de anjos entoando hossanas ao Deus Altíssimo e anunciando a verdadeira paz que esse Menino vinha trazer aos homens de boa vontade.

E são pastores simples, rudes e pobres os primeiros a receberem esse feliz anúncio da salvação para a humanidade.

Ao ouvirem esse convite correm apressados e confiantes ao estábulo e, com generosos presentes e cheios de fé, prostam-se em adoração ao Menino…
São, pois, os humildes e simples os primeiros a acreditarem e a alegrarem-se com o mistério do nascimento do Salvador que vem inaugurar o novo Reino, o Reino de Deus no meio dos homens…

E nós? Qual deve ser a nossa atitude perante o mistério de um Deus tornado acessível na pessoa desse Menino?

Sem dúvida que só poderá ser de profunda adoração com desejos sinceros de sermos bons, de amaciar todas as arestas, de eliminar todas as incompreensões e injustiças E, deste modo, prolongaremos o Natal, ouvindo as vozes argentinas e o convite dos Anjos aos pastores e com eles entraremos no estábulo ou nos estábulos da pobreza, da miséria e do desconforto onde Ele continua a nascer…

Joaquim Mendes Marques

O autor deste artigo não o escreveu ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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