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A secretária de Estado Adjunta e da Saúde disse ontem que o novo conselho de administração do Centro Hospital e Universitário do Algarve (CHUA) será anunciado “em tempo oportuno”, mostrando confiança no trabalho realizado pela equipa ainda em funções.

“Oportunamente, quando a senhora ministra [da Saúde] o entender, irá ser dado conhecimento [da composição da nova equipa]” afirmou Jamila Madeira aos jornalistas, à margem de uma reunião, no hospital de Faro, depois de o mandato do atual conselho de administração ter terminado no final do ano passado.

À saída de uma reunião de trabalho com o conselho diretivo da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve e a administração do CHUA, a governante sustentou que “a todo o momento” as decisões “são passiveis de serem tomadas” e que cabe à ministra da Saúde “tomar a decisão final”.

O mandato da atual administração terminou a 31 de dezembro de 2019 e ainda não foi anunciada a sua substituição ou continuidade, mas, segundo noticiou o jornal Público, a atual presidente do conselho de administração, Ana Paula Gonçalves, manifestou interesse em continuar, ao contrário de outros membros da equipa.

Vários diretores de serviço do CHUA reclamaram num recente abaixo-assinado a rápida nomeação de um novo órgão de gestão que mobilizasse os profissionais do chegou o Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região.

Jamila Madeira reforçou que os atuais membros em funções têm dedicado “todo o seu tempo” a resolver os problemas dos profissionais e dos utentes, alertando que não se pode ficar “à espera de um ‘sebastianismo’” para a resolução dos problemas.

Questionada sobre a ausência de cirurgiões na escala de serviço em 13 dias deste mês, denunciada pelo PSD, Jamila Madeira garantiu que a situação será abordada ainda hoje numa reunião entre o secretário de estado da Saúde e o conselho de administração do CHUA e que “oportunamente” haverá “desenvolvimentos”.

Além deste problema, os médicos do CHUA reivindicam também o mesmo valor no pagamento do trabalho extraordinário que é atribuído aos médicos contratados externamente, que recebem mais por hora que os médicos do quadro do hospital.

Esta situação esteve na base de uma carta enviada no final da semana passada ao diretor do serviço de Cirurgia, em que dez dos cirurgiões mais jovens do hospital de Faro ameaçam deixar a unidade de saúde caso a tabela não seja igualada.

A secretária de Estado Adjunta e da Saúde relembrou que “há um processo legislativo em curso” para resolver as questões dos recursos humanos na saúde, que “a breve trecho irá dar resposta às legitimas ambições dos profissionais”.

Questionada pelos jornalistas sobre a resposta no Algarve aos turistas em relação a um possível surto de Codvid19, a governante revelou confiança no SNS.

Segundo Jamila Madeira, “há informação” disponibilizada aos turistas que visitam a região, “quer no aeroporto”, quer divulgada pela DGS e pela imprensa e que “todos os turistas sabem que o SNS dará resposta às suas necessidades”, concluiu.

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