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A paróquia de Lagoa costumava apoiar mensalmente cerca de 40 famílias, mas no passado mês de dezembro o número daquelas que apareceu a pedir ajuda e que recebeu um cabaz natalício de alimentos foi de cerca de 60.

Ao Folha do Domingo, o pároco garante que “têm surgido cada vez mais casos e a perspetiva é que vão surgir ainda mais”. “Temos tido alguns casos de pessoas que estavam bem na vida e que agora se viram perdidos com esta crise”, lamenta o padre Nuno Coelho, acrescentando que a paróquia toma conhecimento de muitos casos através de pessoas que têm correspondido ao seu pedido de que estejam alerta às dificuldades dos outros.

O sacerdote explica que o apoio da paróquia é, sobretudo, a nível alimentar, mas também no pagamento de contas de farmácia, infantário, medicamentos, entre outras despesas. Os alimentos doados são provenientes do Banco Alimentar do Algarve Contra a Fome, mas também adquiridos pela própria paróquia, por via do financiamento anual recebido pela Câmara de Lagoa. “Estamos a colaborar com a ação social da Câmara”, refere, explicando que o apoio anual concedido pela autarquia é de cerca de 6.000 euros. “No último ano reforçaram bastante esse apoio”, acrescenta, explicando que a paróquia recebeu no total cerca de 13.500 euros.

Por outro lado, o padre Nuno Coelho destaca também o aumento dos donativos alimentares até porque “o apelo à doação tem sido permanente”. Para além de particulares também grupos, associações e instituições têm contribuído como foi, por exemplo, o caso do Lions Clube de Lagoa.

O sacerdote acrescenta que face ao crescimento do serviço sociocaritativo da paróquia perspetiva-se mesmo a criação da Cáritas Paroquial de Lagoa. “O objetivo é que as comunidades de Lagoa, Carvoeiro e outras se sintam impelidas a colaborar mais, no sentido de apoiar os mais carenciados. Como diz o Papa Francisco, irmos às periferias”, justifica o pároco, explicando que atualmente aquele serviço tem “quatro ou cinco” colaboradores. “Com a perspetiva da Cáritas Paroquial, em princípio, serão mais”, prevê, admitindo também a colaboração com o Agrupamento do Corpo Nacional de Escutas de Lagoa.

Por outro lado, o sacerdote aponta a necessidade de um espaço maior para acolher o serviço. “Já falámos com a Câmara sobre isso e eles estão a fazer tudo para poder ajudar. Tendo um espaço maior será muito mais fácil a logística com mais pessoas”, refere.

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