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Esperança, essa palavra de origem cristã, tem sido a palavra central dos discursos políticos, desde há longas décadas. Aqui e acolá, desde as mais importantes figuras como Martin Luther King e Mahatma Gandhi, passando por Churchil, Bill Clinton e Gorbachev, todos a usaram, para motivar ou para justificar as suas opções, tantas vezes penosas para os cidadãos… O atual Primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, no congresso do PSD que teve lugar no fim-de-semana passado, deu novo uso à palavra esperança, acrescentando um capítulo a esta longa novela que a liga aos políticos.

Falar de esperança ou de outras palavras cristãs pode-nos alegrar e confortar o coração. Sobretudo, a nós cristãos, que tanto nos identificamos com a atitude esperançosa. Porém, enquanto a esperança vinda do Alto dos Ceus não nos falha, já em relação à que nos vem dos homens não se pode dizer o mesmo. Não critico o caso concreto deste político, ou de outros, mas, não gosto particularmente quando políticos, utilizando palavras "cristãs", nos tentam convencer das suas verdades humanas. "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mc 12, 17).

Não adianta falar de esperança, se não falamos de comunhão, de conversão, da mudança de vida que leva à concretização da esperança. E essa atitude só se concretiza em nós se, nos identificarmos com Jesus Cristo, colocando os outros, sobretudo os mais indefesos, no centro da nossa vida e da nossa esperança.

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