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Benfica – Olhanense, 2-0.


Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Cardozo, 42 minutos.

2-0, Saviola, 80.

Equipas:

– Benfica: Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi Garcia, Ruben Amorim, Aimar (Salvio, 65), Gaitán (Carlos Martins, 46), Saviola (Jara, 90+1) e Cardozo.

(Suplentes: Moreira, Sidnei, César Peixoto, Carlos Martins, Jara, Salvio e Alan Kardec).

– Olhanense: Moretto, João Gonçalves, Mexer, Jardel, Carlos Fernandes, Alexandre, Ismaily (Rui Duarte, 75), Cadu (Lulinha, 68), Jorge Gonçalves (Toy, 78), Paulo Sérgio e Adilson.

(Suplentes: Ricardo Batista, Anselmo, Rui Duarte, Lulinha, Toy, Djalmir e Yontcha).

Árbitro: Marco Ferreira (Madeira).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Cadu (36), João Gonçalves (48), Jardel (59), Salvio (65), David Luiz (67), Adilson (69), Maxi Pereira (80) e Carlos Fernandes (90).

Assistência: cerca de 25 000 espetadores.O Benfica manteve-se hoje firme na estratégia de perseguição ao líder FC Porto, ao vencer por 2-0 na recepção ao Olhanense, no jogo de abertura da 13.ª jornada da Liga portuguesa de futebol.

O golo do paraguaio Cardozo, aos 42 minutos, num lance em que a acção desastrada do guarda-redes Moretto merece quase tanto crédito como o remate de cabeça do avançado para a abertura do marcador, mascarou uma primeira parte sofrível do campeão nacional.

Além de serenar os ânimos ao intervalo, o remate certeiro de Cardozo, o sexto no campeonato, permitiu ao ponta-de-lança sul-americano igualar o sueco Mats Magnusson como os futebolistas estrangeiros com mais golos marcados pelo clube lisboeta, com um total de 84.

A entrada de Carlos Martins ao intervalo emprestou um cérebro ao futebol “encarnado”, mas o Benfica foi desperdiçando várias oportunidades para sentenciar o jogo e o Estádio da Luz só se tranquilizou aos 80 minutos, quando Saviola fixou o resultado.

O Benfica continuou o processo de recuperação da goleada (5-0) sofrida no Estádio do Dragão e reduziu provisoriamente para cinco pontos o atraso para o rival FC Porto, que encerra a jornada na segunda-feira, ao receber o Vitória de Setúbal.

Jardel aventurou-se no ataque e atirou de longe para intervenção apertada de Roberto, que foi ainda mais decisivo aos 14 minutos, ao defender como um guarda-redes de andebol o desvio de cabeça de Carlos Fernandes, sem marcação em plena área “encarnada”.

O Benfica respondeu de imediato, na sequência de um desvio de Javi Garcia, que Saviola e David Luiz não conseguiram capitalizar, e, pouco depois, com um remate perigoso de Cardozo, mas um livre de Jorge Gonçalves à passagem da meia hora voltou a testar a atenção de Roberto.

O “nulo” ao intervalo parecia uma inevitabilidade, apesar dos esforços de Cardozo, mas o avançado teve uma benesse inesperada aos 42 minutos, quando Moretto deixou escapar a bola desviada de cabeça pelo paraguaio, após um bom cruzamento de Maxi Pereira.

A segunda parte arranca com um golo anulado a Paulo Sérgio, por fora-de-jogo do avançado algarvio, e com o Olhanense a reclamar uma grande penalidade de David Luiz sobre João Gonçalves, a que o árbitro Marco Ferreira não atendeu.

Apesar do assomo do Olhanense, o futebol benfiquista ganhou objectividade com a entrada em cena de Carlos Martins e, após várias ameaças, Cardozo acertou no poste da baliza visitante aos 66 minutos, na sequência de uma boa combinação com Saviola.

O avançado argentino materializou a superioridade dos anfitriões no segundo período, ao empurrar a bola para a baliza ao segundo poste, depois de um canto marcado por Carlos Martins e de um desvio de cabeça de David Luiz, aos 80 minutos.

Folha do Domingo/Lusa
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