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Em declarações à Lusa, Macário Correia (PSD), reeleito recentemente presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, mostrou-se preocupado com o facto de o investimento directo no Algarve sofrer uma "quebra considerável".

O presidente da federação do PS/Algarve, Miguel Freitas, contrapõe dizendo que apesar de o Algarve sofrer cortes ao nível do PIDDAC regionalizado tal como no resto do país, a região ganha no ano de 2010 mais verbas que no ano passado em relação ao todo nacional.

"Não há nenhum projecto estruturante que fique de fora", disse à Lusa o também deputado socialista, sublinhando os investimentos previstos para o parque escolar da região e para a navegabilidade do Rio Guadiana.

O PIDDAC contempla em 2010 uma verba total de 52,9 milhões de euros para o Algarve, sendo os concelhos de Lagos (3,5 milhões de euros), Portimão (3 milhões) e Albufeira (2,5 milhões) os que recebem maior dotação financeira.

As verbas destinadas directamente a 11 dos 16 concelhos algarvios (cinco ficam de fora) totalizam um montante de 14,3 milhões de euros, enquanto os restantes 38,4 milhões são descritos no documento como verbas "para vários concelhos do distrito".

No que respeita às verbas para os municípios, Macário Correia diz que apesar de haver no documento uma referência a um aumento das verbas, é necessário clarificar quais as novas competências das autarquias.

Em relação ao concelho de Faro, cuja verba inscrita é de 1,4 milhões de euros, na sua maioria destinada à construção de um edifício para o curso de Medicina da Universidade do Algarve (700 mil euros) Macário Correia considera que ficaram de fora "muitas outras coisas".

Como exemplo, o presidente da autarquia refere a construção da Cidade Judiciária, obra aspirada pelo concelho há vários anos, mas que não tem qualquer verba contemplada no PIDDAC para a região em 2010.

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