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"Temos de arranjar um investidor, para o clube constituir uma SAD que nos permita sair deste sufoco financeiro", adiantou o presidente do emblema algarvio, Isidoro Sousa, reconhecendo ser essa a melhor opção face a uma sociedade unipessoal por quotas.

A criação de uma SAD ou de uma sociedade por quotas surge como uma imposição legal para todos os emblemas que queiram competir nos escalões profissionais, face ao novo regime jurídico.

As reuniões com investidores brasileiros, ingleses, italianos e árabes têm-se sucedido nos últimos dias, com os dirigentes do Olhanense a tentarem encontrar o melhor parceiro para esta nova etapa do futebol profissional "rubronegro".

"Vamos ver qual deles está em posição de satisfazer as necessidades do clube", referiu o dirigente do Olhanense.

A direção pretende constituir uma sociedade anónima desportiva com um capital social inicial de 1,5 milhões de euros, com participação maioritária do investidor.

"Os investidores nunca terão menos de 51 por cento da SAD", salientou Isidoro Sousa.

Os sócios do emblema algarvio vão discutir, no sábado, no Estádio José Arcanjo, em Olhão, a partir das 21:30, a forma e estruturação da futura SAD.

Depois de este processo estar finalizado, serão definidos os contornos desportivos, embora o Olhanense já tenha pré-acordos com alguns futebolistas, cujos nomes não foram revelados pelo dirigente.

Quanto ao nome do técnico, também será escolhido em conjunto com o futuro investidor da SAD.

Em cima da mesa, está a possível continuidade de Bruno Saraiva, que chegou ao Olhanense a três jornadas do fim, substituindo Manuel Cajuda, e garantiu a manutenção na última ronda com um empate caseiro diante do Marítimo (0-0).

"Não depende de mim. Em conjunto com o investidor, vamos encontrar a melhor solução. Mas o Bruno Saraiva, pelo trabalho que fez, merece muito respeito e, se fosse só eu a mandar, ele continuaria", concluiu Isidoro Sousa.

Lusa

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