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O nulo castigou a inoperância e ineficácia das duas equipas e deixou o guardião brasileiro como ”herói” da partida, ao defender o ”penalti” marcado por André Cunha, aos 79 minutos, lance que deixou os algarvios em inferioridade numérica até final.

O Olhanense, que segue com três jogos consecutivos sem vencer em casa, e o Gil Vicente são agora oitavo e nono classificados, respetivamente, ambos com 23 pontos.

Com Zé Luís e César Peixoto, dois reforços de inverno no Gil Vicente, a estrearem-se como titulares e o ex-benfiquista a ocupar a posição ”10”, as duas equipas repetiram o esquema tático (4x2x3x1).

A partida teve um início sonolento, apesar de a iniciativa de jogo pertencer aos algarvios, mas seria o Gil Vicente a deixar o primeiro aviso, após rápido contra-ataque, com um remate torto de Rodrigo Galo, em boa posição (16).

A partir dos 20 minutos, quando Dady cabeceou ao lado com perigo, os algarvios ganharam ânimo para um bom final de primeira parte, aproveitando algum nervosismo na defensiva gilista, hoje sem o titular Cláudio.

O ascendente algarvio terminou com o intervalo e o reatamento voltou a mostrar um jogo muito confuso e lento, à exceção de um cabeceamento perigoso de Maurício ao lado (60), após livre de Wilson Eduardo.

À procura de outra resposta da sua equipa, o técnico Sérgio Conceição esgotou as substituições aos 67 minutos, perante um Gil Vicente que então já se preocupava mais em defender o nulo.

Aos 78 minutos, André Pinto empurrou Zé Luís na grande área e o árbitro marcou grande penalidade, por indicação do auxiliar Pedro Garcia, expulsando o algarvio, mas, na marcação do ”castigo máximo”, André Cunha permitiu a defesa de Fabiano Freitas.

O lance trouxe animação à partida, com as duas equipas a falharem uma grande ocasião cada até ao apito final, por Yontcha (90) e Guilherme (94).

Folha do Domingo/Lusa
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