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Camara_municipal_olhaoO orçamento do município de Olhão para 2014 foi aprovado no sábado em assembleia municipal extraordinária com os votos a favor do PS, a abstenção do PSD e do movimento Novo Rumo e os votos contra do BE e do PCP.

“Este é um orçamento que foi conversado com todos os partidos e o exercício da democracia dita que a questão da autarquia tem de ser partilhada e foi o que o que fizemos. Incluímos as propostas apresentadas, o que fez com que o PSD passasse dos votos contra para a abstenção”, declarou à Lusa o presidente da Câmara de Olhão, António Pina.

O orçamento do município de Olhão, cifrado em 32 milhões de euros, tinha sido chumbado em janeiro em assembleia municipal com os votos contra de todos os deputados da oposição, tendo a Câmara de Olhão estado a trabalhar nos últimos três meses em regime de duodécimos (a dispor do valor correspondente a um doze avos do montante global do orçamento anterior).

“Acima de tudo o que pretendi fazer foi um exercício para que todos participassem, porque com ou sem orçamento as dificuldades são as mesmas e este novo ciclo exige a todos uma nova postura, tanto ao PS como às oposições”, observou o presidente da câmara.

António Pina enalteceu a postura do PSD, que “se sentou à mesa e conversou”, bem como do movimento independente Novo Rumo, mas lamentou a postura do BE.

“Registo com deceção e mágoa que o BE, que apresentou nove propostas e das quais incluímos oito [no orçamento], não tivesse tido a coerência de alterar a sua posição”, referiu António Pina, exemplificando que uma exigências bloquistas era a diminuição de 50% dos apoios à atividade desportiva não profissional, o que não podia aceitar.

O autarca acrescentou que o voto contra do partido só é compreendido ”porque o BE de Olhão foi assaltado pelo radicalismo do antigo MRPP”.

O deputado municipal do PSD Daniel Santana valorizou a capacidade do presidente da câmara para “dialogar com todos os vereadores da bancada” e por ter incluído “algumas das propostas do PSD nas grandes opções”, designadamente a extinção das empresas municipais Fesnima (Empresa Pública de Animação de Olhão) e a Mercados de Olhão (empresa municipal que explora os mercados).

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