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OS QUE NÃO QUEREM NATAL

Desde há décadas para cá, estamos a assistir a um fenómeno deveras preocupante que, em síntese, se pode formular deste modo: antigamente havia muitos nascimentos (muitos natais), lutava-se pela vida, nos nossos dias, assiste-se a um movimento oposto e, infelizmente, oficializado contra a vida logo na sua origem, através do aborto legalizado.

Daí o verificar-se uma diminuição crescente e assustadora de nascimentos. E como consequência já bem visível, qual castigo imanente, aí temos nós o envelhecimento da sociedade.

Sem dúvida que muitas serão as razões que estão na base deste estado de coisas, entre as quais podemos contar a concepção materialista da vida, o desejo egoísta de a gozar, que leva até as pessoas a fugir a todos os compromissos que envolvam, de algum modo, incómodos e sacrifícios.

Mas se quisermos fazer uma análise mais realista do problema, basta consultar as estatísticas das últimas duas décadas para verificarmos que a taxa de natalidade em Portugal desceu de um modo assustador. Quer isto dizer que há poucos «natais» em Portugal!…

Acresce ainda que além de haver menos nascimentos, uma grande percentagem destes, dão-se fora do casamento. Por isso, não é difícil adivinharmos as nefastas consequências que tais nascimentos acarretam como, por exemplo, a educação, o desenvolvimento da personalidade e até determinados traumas a nível de comportamento psicológico e moral.

Um outro fenómeno que, sem dúvida, influi na escassez de nascimentos é o número de casamentos dissolvidos que tem aumentado de ano para ano, quer por divórcio, quer por separações…

E muito embora esta realidade diga respeito a todo o país, contudo, as regiões mais afectadas são sempre os grandes centros populacionais com incidência em Lisboa e Setúbal.

Também não podemos deixar de referir, igualmente, que muito embora o casar ou não pela Igreja não seja factor determinante no número de filhos que cada casal planeia ter, contudo, é verdade também que há valores inerentes à concepção de família que se quer seguir e, por isso mesmo, quem casa pela Igreja tem de aceitar a Sua doutrina e os Seus princípios que são contrários, como não podia deixar de ser, à mentalidade abordista e egoísta que prevalece no esquema de vida social moderna, onde ter mais de um casal de filhos é quase um crime contra a humanidade que vive horrorizada, sem razão plausível, com o espectro da explosão demográfica.

Temos, pois, de convir que se não fosse uma concepção materialista da vida assente em padrões consumistas e hedonistas levados, por vezes, até ao paroxismo e, ultrapassando todos os limites do permitido, se não fora todo esse exagerado desejo de gozar a vida, estamos certos que muitas mais crianças poderiam nascer para, deste modo, se dar o rejuvenescimento da nossa população.

No fim de contas, é preciso que todos queiram e façam por amar a vida, para que haja muitos «natais» inseridos no NATAL.

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