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Padres Cunha Duarte celebraram 50 anos de sacerdócio, 36 dos quais dedicados ao Algarve

Foto © Amândio Lopes

Os padres Afonso e José da Cunha Duarte, sacerdotes da Congregação do Espírito Santo (espiritanos), celebraram 50 anos de sacerdócio no passado dia 11 de agosto e a efeméride foi assinalada com a celebração de uma eucaristia na sua terra natal.

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Os irmãos gémeos, naturais da freguesia de Bustelo, no concelho de Penafiel, onde nasceram em 1940, celebraram a 15 de agosto a eucaristia na igreja matriz de Penafiel, precisamente no dia em que se cumpriam 50 anos sobre a sua “missa nova”, a primeira eucaristia solene presidida por um padre recém-ordenado, habitualmente celebrada na paróquia de origem.

Tal como aconteceu aquando da celebração dos seus 45 anos de sacerdócio, os padres Cunha Duarte partiram da Casa da Sagrada Família, na rua onde viveram com os seus pais, e foram acompanhados pela fanfarra dos Bombeiros de Penafiel até à igreja.

Os sacerdotes espiritanos foram ordenados em Carcavelos, Lisboa, no dia 11 de agosto de 1968 pelo arcebispo resignatário de Luanda, D. Moysés Alves de Pinho.

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Em 1981, o padre José da Cunha Duarte veio para o Algarve e tomou posse como pároco de São Brás de Alportel no dia 11 de julho, tendo acumulado com a paroquialidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo em outubro de 1984, serviços que o sacerdote manteve até 2017.

Em outubro de 1990 foi nomeado administrador paroquial de Cachopo e, em maio do ano seguinte, administrador paroquial de Olhão. Em janeiro de 1992 foi nomeado pároco de Santa Catarina da Fonte do Bispo e, em agosto do mesmo ano, pároco de Olhão, serviço que manteve até setembro de 1997.

Estudou durante o ano de 1998 em Paris e regressou a São Brás de Alportel em setembro daquele ano, tendo sido nomeado novamente pároco daquela paróquia e de Santa Catarina da Fonte do Bispo.

A paróquia de São Brás de Alportel ficou ainda marcada pela construção de duas capelas de que foi impulsionador, nos sítios da Mesquita e Parises.

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Na Diocese do Algarve foi ainda, por diversas vezes, vigário da vara e membro do Colégio de Consultores.

Fundou a Escola de Música Paroquial em 1982 e o Centro Cultural e Social da Paróquia de São Brás de Alportel em 1984, o Grupo Juvenil de Acordeonistas de São Brás de Alportel, a Casa da Cultura António Bentes em 1987 e, nas suas instalações, o Museu Etnográfico do Trajo Algarvio, atual Museu do Traje de São Brás de Alportel, que possui a maior recolha algarvia de trajo popular, alfaias e carros agrícolas, objetos de barro e empreita e arte sacra popular.

O sacerdote restaurou também a Procissão do Domingo de Páscoa, conhecida como a Festa das Tochas Floridas, tendo organizado igualmente os Jogos Florais de Aleluia e o concurso das Tochas Floridas, no dia de Páscoa, bem como encontros de poetas populares, o Festival de Jovens Acordeonistas e o Encontro de Charolas na quadra natalícia. Em 1983 iniciou a recolha etnográfica no concelho de São Brás de Alportel e percorreu o Algarve recolhendo canções, tradições populares e objetos para um futuro museu.

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No que toca à recuperação de tradições publicou diversas obras como “Natal no Algarve – Raízes medievais” (2002), “Natal no Algarve II – Teatro” (2006) e “Páscoa no Algarve – Procissão das Tochas Floridas” (2010). Foi ainda o dinamizador da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel de que vice-provedor e secretário.

Foi distinguido pela Câmara de Faro no dia 10 de outubro de 1988 com a Medalha Municipal – Grau Ouro, pela Câmara de Tavira no dia 24 de junho de 2006 com a Medalha Municipal de Mérito – Grau Prata e pela Câmara de São Brás de Alportel com a Insígnia Municipal de Honra no dia 1 de junho de 2014.

O padre Afonso da Cunha Duarte foi nomeado, em outubro de 1994, cooperador das paróquias de Olhão e Quelfes, serviço que desempenhou até setembro de 1997, altura em que foi nomeado vigário cooperador das paróquias de São Brás de Alportel e de Santa Catarina da Fonte do Bispo, missão que exerceu até 2017.

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O padre Afonso da Cunha Duarte, na Diocese do Algarve foi ainda responsável de 2000 a 2017 pelo arquivo histórico, é também autor de obras como “Páscoa no Algarve – Procissão das Tochas Floridas” (2010), “A República e a Igreja no Algarve” (2010), “Aspetos da luta política e do republicanismo no contexto da Diocese do Algarve” (2011), “João de Deus, Clérigo Minorista da Diocese do Algarve” (2012) e “São Brás de Alportel – Memórias, Volume V, Monumenta Blasiana” (2015).

Os sacerdotes deixaram a Diocese do Algarve em 2017.

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