Pub

Escola_secundaria_vrsaO atraso na entrega das obras e a falta de condições dos contentores que servem de sala de aula ou de refeitório levaram ontem 200 pais e alunos a protestarem junto à escola secundária de Vila Real de Santo António.

A escola funciona com um bloco de salas de aula já concluído, que correspondeu à primeira fase da obra, mas os alunos continuam a ter aulas em monoblocos – contentores – “que estão há quatro anos” a funcionar, “já apresentam sinais de degradação” e, segundo a direção do Conselho Executivo e a Associação de Pais podem causar algum acidente aos alunos.

As mesmas fontes lamentam ainda que a escola, com cerca de 900 alunos, não tenha refeitório para todos os alunos. Por concluir está também o pavilhão semicoberto e os campos exteriores, o que impede a prática de Educação Física desde o início do ano.

“A situação mantém-se e agravou-se, porque se no ano passado os contentores já não tinham condições, este ano a situação está pior, porque não é feita a manutenção. No ano passado, num dia que choveu bastante, os alunos tiveram que ser retirados dos contentores e corremos de novo esse risco se houver uma intempérie”, afirmou Ernesto Ramos, da Associação de Pais, à agência Lusa.

O dirigente disse que a mais recente previsão de conclusão da obra dá como prazo o mês de dezembro, mas os pais temem que esta seja mais uma promessa que não vá ser cumprida.

A diretora do Conselho Executivo, Cristina Silveira, disse que estas são as grandes preocupações quer de alunos, quer de pais, quer de professores, e lamentou que o problema dos contentores não seja resolvido porque a Parque Escolar se recusa a entregar parcelarmente um bloco de salas que já está pronto, alegando que “quer entregar a obra com a segunda fase toda concluída”.

Cristina Silveira explicou que “da segunda fase da obra fazem parte o semicoberto da Educação Física, o refeitório e a sala de aulas” do segundo bloco, mas a Parque Escolar “diz que vai receber a segunda parte por inteiro e não faseada” e será a empresa criada para remodelar dezenas de escolas a nível nacional que tem “de explicar o que se passa”.

“Estamos nos monoblocos há quatro anos e as próprias condições estão cada vez pior e, como tal, a necessidade de ocupar as salas novas era mais do que uma presunção, era uma questão de segurança para todos nós”, afirmou a diretora, que pede a entrega faseada, com prioridade para o segundo bloco de sala de aulas, para evitar a ocorrência de acidentes, que “felizmente ainda não aconteceram”, nos contentores.

Nos anos anteriores, a Educação Física era dada no complexo desportivo municipal, mas este ano a direção tinha indicações de que a obra seria entregue em setembro e por isso não fez o pedido à Câmara Municipal.

“Neste momento não há prática de Educação física”, reconheceu.

Pub