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“Algumas professoras acompanham os nossos filhos há mais de 10 anos e estamos muito afeiçoados e elas", conta, em entrevista à agência Lusa, Fátima Tomás, mãe de um jovem de 16 anos com paralisia cerebral, alertando que se os profesores se forem embora por causa do regime de mobilidade imposto os alunos vão "regredir".

Carla Castelo, outra encarregada de educação presente na manifestação desta manhã, alerta, por seu turno, que o número de professores na APPC diminuiu nos últimos anos de cinco para três, enquanto o número de crianças em lista de espera tem aumentado.

“Qualquer dia não há ninguém e mandam-nos a nós cuidar deles em casa”, sustenta Carla Castelo, com um filho de 12 anos, com paralisia cerebral.

Durante os protestos, os pais e familiares de crianças que frequentam a APPC conseguiram reunir-se com o responsável pela DREA, Luís Correia, para contestar a possível saída de três professoras daquela insituição e que são abrangidas pelo regime de mobilidade da função pública.

Em declarações à agência Lusa, o diretor regional de Educação do Algarve disse que a situação “vai ser exposta à tutela”.

“Recebi hoje alguns pais e tenho o maior apreço e consideração por eles. Por isso, a questão foi hoje remetida para Lisboa, bem como uma carta redigida e assinada pelos encarregados de educação. Espera-se que seja tratada com a maior sensibilidade”, disse Luís Correia.

APPC, que iniciou a atividade no Algarve em novembro de 1982, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, que surgiu da conjugação de esforços de um conjunto de pais e técnicos, para dar resposta aos vários problemas relacionados com a paralisia cerebral na região.

Lusa
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