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A nossa reflexão de hoje, vai no sentido de clarificar uma realidade que, infelizmente, é tão mal conhecida e por isso inestimada.

De facto, quantos cristãos há aí que têm uma noção muito redutora da paróquia! Pois, para eles a paróquia não passa de um cartório para baptizados, casamentos e certidões, ou então é uma espécie de agência funerária ou até só uma reunião de pessoas que se juntam na missa dos domingos…

Ora, a paróquia, na realidade, é uma pequena parcela do povo de Deus que faz parte de uma parcela maior que é a diocese, onde o cristão vive e experimenta as relações com todo o Corpo Místico de Cristo e se sente inserido numa comunidade de famílias e de pessoas, onde cada elemento deve procurar viver a mesma fé que liga e une, precisamente, toda a comunidade dos crentes.

Nesta perspectiva é a mesma Palavra que a todos orienta ou deve orientar, é a mesma doutrina sobre Jesus Cristo, sobre os sacramentos, sobre o que é bom ou mau que todos devem seguir…

Por isso, a paróquia terá de ser sempre uma comunidade missionária que ao viver a mesma fé a comunica aos que a não têm, testemunhando-a em casa, na rua, no trabalho e até lazer e nas diversões.

Ao mesmo tempo, a paróquia é, igualmente, uma comunidade de peregrinos, de caminhantes unidos ao pároco a caminho da eternidade que é, sem dúvida a meta, o destino final do cristão.

Além disso, a paróquia é, ou deve ser, comunidade de amor que é a base e o fundamento onde assenta e progride qualquer paróquia.

Daí a necessidade de acabarem os grupos e grupinhos, as pequenas rivalidades entre os movimentos e associações paroquiais que geram a discórdia e que tantas vezes se notam nesta ou naquela paróquia, sempre com prejuízo para o bem espiritual de todos.

Por isso, é sempre vantajoso lembrar que na paróquia deve reinar a alegria verdadeira dos filhos do mesmo Pai, é na paróquia que todos devem procurar ajudar a resolver os problemas uns dos outros, é na paróquia que todos devem procurar viver o ambiente de comunidade eucarística que brota do altar onde todos têm o seu lugar para louvar, pedir e oferecer ao Senhor, não esquecendo que a salvação é individual, contudo, os meios de salvação radicam na comunidade.

Daí a importância e a necessidade de união contínua à paróquia, manifestando sempre um interesse real por todos os seus problemas, mormente pelos que concernem à reevangelização de que tanto o nosso mundo carece.

Em síntese, nunca esquecer que na medida em que cada um for fiel à paróquia, será sem dúvida fiel a Cristo.

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