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Em declarações à Lusa em Vila Real de Santo António, Luís Piçarrra, da direção regional do PCP no Algarve, explicou que o contacto com os automobilistas e a distribuição de panfletos a apelar para o fim das portagens se integra num conjunto de ações que o partido realiza hoje por toda a região, junto à Estrada Nacional (EN) 125, para assinalar um ano de pagamento na A22.

“Por todo o Algarve estamos a realizar iniciativas do único partido que, durante este processo todo, tem realizado ações próprias contra esta injustiça que é a introdução de portagens na Via do Infante, uma injustiça que se traduz num roubo e num crime contra a região e o seu desenvolvimento”, afirmou o dirigente.

Luís Piçarra considerou que a introdução de portagens nas antigas autoestradas Sem Custos para o Utilizador (Scut), a 08 de dezembro de 2011, veio “agravar mais” o desenvolvimento, sobretudo no Algarve, onde se apostou “num modelo errado, que atrasou a região e a colocou numa situação dramática”.

“Uma região que apenas se desenvolveu num vetor da economia, a montante e a jusante do turismo, esquecendo os setores produtivos, e uma região que entrou em colapso do ponto de vista social com a introdução de portagens, que amanhã [sábado] fazem um ano, ficou mais pobre e as populações pagaram caríssima esta opção do executivo PSD/CDS-PP, que já vinha de um projeto do governo PS”, afirmou.

O dirigente partidário criticou ainda a posição dos deputados eleitos pelo Algarve do PS, PSD e CDS-PP por, na região, “chorarem lágrimas de crocodilo” e terem um discurso contra as portagens, enquanto no parlamento se “comportam ao serviço dos grandes interesses que introduziram a medida”.

“O PCP tem uma posição coerente com o que diz no Algarve e faz na Assembleia da República. E o nosso deputado [Paulo Sá] tem muitas vezes feito propostas para suspender esta medida, que é contra o interesse das região e das populações”, contrapôs.

Luís Piçarra apontou também o aumento da sinistralidade na Estrada Nacional (EN) 125, única alternativa à Via do Infante, que liga Vila Real de Santo António a Lagos, ao longo de 130 quilómetros, como uma das consequências negativas da introdução de portagens.

O dirigente considerou, por isso, que “há toda a margem” para lutar pela suspensão das portagens na A22, tanto na rua como na Assembleia da República, “onde o PCP não desistirá nunca de colocar, sempre que seja possível, esta medida na ordem do dia”.

Além de Vila Real de Santo António, o PCP realizou esta manhã ações de contacto com automobilistas em Faro, onde também está prevista outra iniciativa do género à tarde. Odiáxere, Olhão, Albufeira, Portimão e Silves são as outras localidades onde o partido vai assinalar um ano da introdução de portagens na A22.

Lusa
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