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Segundo um comunicado dos algarvios, ao adiar a intervenção no rio para 2013, e nem dar a certeza de realizar esta intervenção, o Governo “mais uma vez adia o projeto de melhoria de navegabilidade do rio Guadiana e, o que é mais grave, coloca mesmo em causa a realização desse projeto”.

O Partido Comunista Português recorda que, em junho de 2009, em resposta a um requerimento do grupo parlamentar, o Governo, informou que o início das obras de melhoria da navegabilidade do rio Guadiana ocorreria até finais de 2010.

Em fevereiro deste ano, face ao atraso nas obras, o PCP questionou de novo o Ministério da Economia e Emprego e a tutela respondeu que, após a emissão da Declaração de Impacte Ambiental, em setembro de 2011, é ainda “imperativo fazer estudos relacionados com o rio Guadiana”.

Segundo a resposta do Executivo, o lançamento do concurso para o projeto de execução “não poderá acontecer antes do último trimestre de 2012” e “a intervenção no rio Guadiana apenas será possível entre julho e novembro e, a ter lugar, só em 2013”.

Os comunistas recordam que o projeto de melhoria de navegabilidade do rio Guadiana se arrasta “pelo menos desde 2004 (altura em que o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos concluiu um estudo sobre esta questão), não podendo ser continuamente adiado”.

O PCP garante que continuará a sua luta pela concretização urgente daquele projeto, que considera muito importante para o desenvolvimento das zonas raianas e que, garantem os comunistas, contrariará “um processo de desertificação económica e demográfica que há décadas vem afetando profundamente estas regiões”.

Liliana Lourencinho com Lusa
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