Pub

A Assembleia Municipal de Faro aprovou hoje de madrugada a proposta de plano de reequilíbrio financeiro da autarquia (PSD) e a consulta à banca para um pedido de empréstimo de 48 milhões de euros.

A proposta foi aprovada com seis votos contra – os dos três deputados da CDU, um dos 14 deputados do PS, o deputado do BE e o da associação Cidadãos com Faro no Coração -, e com a abstenção da maioria dos deputados da bancada socialista.

Os eleitos da CDU na Assembleia Municipal votaram contra o plano por considerarem que o executivo “não fundamentou devidamente a impossibilidade de recurso a outros mecanismos, menos agressivos”, afirmam em comunicado.

Durante a sessão, aqueles responsáveis apontaram vários erros ao documento e exortaram o executivo a corrigi-los mas, dizem, o presidente, Macário Correia, “preferiu enfiar a cabeça na areia” e “recusou-se” a reconhecer os erros.

Segundo os comunistas, a contração de um empréstimo de 48 milhões de euros, que será pago num prazo de vinte anos, terá “consequências gravíssimas” para o concelho, “hipotecando o seu futuro”.

“A partir de 2013 os encargos com a dívida serão elevadíssimos, o que obrigará a cortes brutais no investimento, nas transferências correntes para as instituições privadas sem fins lucrativos ou nas transferências para as freguesias”, dizem.

Em comunicado, o PCP refere ainda que o plano obrigará os farenses e as empresas do concelho a pagarem nos próximos vinte anos todos os impostos municipais à taxa máxima, o que terá “repercussões muito negativas”.

“Bem podem o PS e o PSD tentar empurrar as culpas um para o outro, que a força dos factos impõe uma, e uma só, conclusão: a responsabilidade pela gravíssima situação financeira do Município é destes dois partidos”, concluem.

Lusa
Pub