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Pe. Anselmo Borges considera que vivemos uma “crise de fé” e apela à criação de “estruturas políticas globais”

© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O padre Anselmo Borges considerou que a atual crise, embora contenha “muitas crises”, é, fundamentalmente, uma “crise de fé”.

“Não há crédito. A nossa vida está fundamentalmente baseada na confiança, no crédito que vamos dando uns aos outros. Estamos na vida nesta atitude fundamental de fé, de confiança, de crédito, de acreditarmos uns nos outros, na vida, até que, a um dado momento, vamos perguntar pelo fundamento último desta fé”, explicou o sacerdote que apresentou uma conferência na passada sexta-feira no salão nobre da Câmara Municipal sobre o tema “Valores e Liberdade: Que Fé?”, no âmbito do ciclo “Antes e Depois. Para Amanhã”, incluído no programa de cidadania da Comissão Concelhia 25 de Abril, instituído por unanimidade pela autarquia.

O orador considerou que aquilo que “aquilo que aconteceu é que se deu uma inversão de valores e o que monopoliza os valores é o dinheiro”, lembrando que “nem tudo se compra nem tudo se vende”. “Quanto vale um homem? Vendia a sua mulher, o seu filho?”, interrogou, lembrando que “há valores enquanto meios e enquanto fins”. “O valor fundamental enquanto fim é o ser humano. Tudo é meio e deve ser canalizado no sentido da realização do ser humano”, acrescentou.

© Samuel Mendonça
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“O que fazer quando tudo arde? Temos de parar para encontrar uma estratégia comum para ainda salvar o resto que ainda não ardeu e a partir daí, reconstruir. Perante uma crise tão grave como aquela que estamos a viver, que é uma crise moral, económica, financeira, social, política e religiosa, temos de parar para recomeçar porque andamos desorientados e desnorteados. Perdemos o norte e perdemos o oriente”, advertiu, defendendo a criação de “estruturas políticas globais”.

“Este é o desafio maior para a humanidade neste momento. Não vejo grande futuro para a humanidade, tanto a nível económico como político, enquanto não se equilibrar esta cisão com os mercados”, concluiu, advertindo para o “fundamentalismo económico”, por exemplo, “quando, neste momento, se pensa que o neoliberalismo é que é a solução de todos os problemas”.

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Um comentário

  1. Primeiro, todo aquele que se diz padre e veste como um outro qualquer “NÃO É PADRE” e, se o é está contra os regulamentos da Igreja.
    O Sr. Borges tem tanto de católico como Mao Tse Tung. Com suas afirmações falíveis, quer se colocar acima de Santo Agostinho. Questiona dois milénios de cristandade. Vejam, de repente aparece este Borges que se põe acima de todos os Santos, papas e bispos.
    Os seus depoimentos como um outro qualquer são admitidos mas se é padre dou-lhe um conselho: vá para o cofessionário, para a Igreja. Reze e medite mais. Deixe de fazer um deus à sua maneira e deixe de ser herege. O mundo sabe que que a destruição da Igreja começará de cima, do clero, mas Deus estará com Ela até ao fim dos tempos.