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Hoje é o último dia de funcionamento do Governo Civil de Faro, confirmou uma funcionária que, começa a partir de quarta-feira, a trabalhar nas instalações da GNR. O edifício do extinto Governo Civil passará a albergar os serviços regionais dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), tendo os cerca de 20 funcionários do Governo Civil sido distribuídos pela PSP e GNR.

A diretora regional de Cultura explicou que a DRAlg está a elaborar um parecer técnico que aconselha a tutela a incluir as peças de interesse no museu da cidade. Entre as peças destacam-se mobiliário, pintura e objetos de decoração.

A proposta aponta o Museu Municipal de Faro como destino para as peças “por ser aquele onde está refletida a história da região” e onde há “coleções abertas, em que as peças se integram”, referiu Dália Paulo.

No total, foram inventariadas pela Direção Regional de Cultura 103 peças, algumas em conjunto, como é o caso de cadeiras, estando agora a ser elaboradas fichas com fotografias para que se possa concluir o parecer. O documento será posteriormente enviado ao Instituto dos Museus e Conservação e ao Ministério da Administração Interna, que tutela os extintos Governos Civis.

O Governo Civil de Faro, situado na zona histórica da cidade, ocupava o Palacete do Conde de Alte desde a segunda metade do século XIX. O edifício é um dos ex-líbris de Faro, construído após o terramoto de 1755 por um arquiteto genovês, no local onde antes existia uma porta medieval.

Quando tomou posse no ano passado, o Governo PSD/CDS-PP decidiu não nomear novos governadores civis. Em setembro, pôs fim, na prática, a estas entidades quando aprovou a legislação que transferia as suas competências para outras entidades públicas.

Na semana passada, fonte do Ministério da Administração Interna disse que o Governo esperava que até ao final do mês todos os governos civis estivessem encerrados, admitindo haver ainda alguns a concluir o seu encerramento.

A mesma fonte referiu ainda que, apesar dos encerramentos não estarem concluídos, o processo de transferência de competências para outras entidades já estava fechado, com a respetiva lei em vigor.

Liliana Lourencinho com Lusa

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