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“Pequena Fraternidade Provisória” de Taizé tem vindo a dar a conhecer aquela comunidade ecuménica

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A “Pequena Fraternidade Provisória” de Taizé, que desde o passado dia 25 de janeiro está no Algarve, tem vindo a dar a conhecer aquela Comunidade Ecuménica do sul da França aos cristãos da cidade de Faro, particularmente aos jovens.

Valerie Desplan (E), Clara Schubart (C) e Charlotte Reinz (D) – Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

As três jovens alemãs daquele projeto ligado à Comunidade de Taizé têm contactado com os cristãos da cidade e arredores nas orações noturnas diárias, abertas ao público, que têm vindo a ser participadas por muita juventude, mas também através de visitas e encontros que têm realizado.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Estes encontros, para além de servirem para divulgar a Comunidade Ecuménica fundada em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, pelo falecido irmão Roger Schutz com o propósito de “reunir homens que sentissem a necessidade de juntos fazerem comunhão e viverem em paz uma vida simples, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado aos homens por Jesus Cristo”, tem-lhes permitido conhecer a realidade cristã do Algarve, particularmente a de Faro e a própria cidade.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Para além de terem participado na última edição dos “Encontro no Silêncio”, no Carmelo de Faro (Patacão), Valerie Desplan, Clara Schubart e Charlotte Reinz já foram ao Colégio de Nossa Senhora do Alto falar aos alunos da instituição educativa e às paróquias de São Luís e São Pedro, onde participaram em eucaristias e se encontraram com os jovens, e ainda tiveram um encontro com o bispo do Algarve na última semana.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

As voluntárias, que têm apresentado um vídeo sobre a Comunidade de Taizé, têm aproveitado para deixar o convite à peregrinação àquele lugar e para explicar que ele está aberto a toda a gente, incluindo crentes de outras religiões. “Não importa como chegas a Taizé, mas que possas lá passar bons momentos de vivência da paz entre as religiões”, disseram aos jovens da paróquia de São Pedro, explicando também a origem das “Pequenas Fraternidades Provisórias” e a estrutura diária daquelas comunidades.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A Valerie Desplan e a Clara Schubart juntou-se, no passado dia 1 deste mês, Charlotte Reinz, de 19 anos, também alemã, que veio preencher o lugar de uma jovem polaca cuja vinda foi inicialmente anunciada, mas que não conseguiu vir. Charlotte, que não veio juntamente com as suas duas compatriotas por ter adoecido, é oriunda de Dresden, cidade do leste da Alemanha, e nunca tinha vindo a Portugal. Depois de ter estado com os pais na Comunidade de Taizé pela primeira vez quando ainda era bebé, Charlotte voltou anos mais tarde como voluntária e no último ano passou por lá duas vezes em quatro semanas.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Ao Folha do Domingo, a jovem alemã explicou que a decisão para integrar a “Pequena Fraternidade Provisória” “foi muito espontânea”. Tendo terminado o seu trajeto académico no último ano letivo, tinha decidido viajar antes de iniciar a nova etapa da sua vida quando foi desafiada por Clara Schubart (que conhecera em novembro passado durante uma das semanas que passou em Taizé) para realizar aquela experiência. “Ela falou-me deste projeto e fiquei muito curiosa, embora sem fazer muitas expetativas. Senti-me muito bem por vir para cá viver ao estilo de Taizé. Não é fácil deixar a rotina diária que se tem em Taizé, por isso é muito bom estar cá e fazer a mesma vida que se tem lá”, considera a jovem que depois desta experiência em Portugal quer iniciar um projeto ligado à produção de sapatos no seu país.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

As três voluntárias germânicas, que estão sedeadas em Faro na casa das Missionárias da Caridade (popularmente conhecidas como irmãs da Caridade, irmãs Teresa de Calcutá ou irmãs de Calcutá) têm vindo a colaborar no trabalho daquelas religiosas com pessoas carenciadas, algumas das quais doentes, sem quaisquer meios de subsistência. “Gosto muito da experiência. É muito bonito ajudar os outros. É um projeto social muito bom e muito bonito porque estas pessoas ficam muito contentes por receber a nossa ajuda”, conta Charlotte Reinz.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Esta semana, as voluntárias vão voltar ao Patacão para contactarem com a comunidade de São Paulo da paróquia de São Pedro. Ali terão encontros com as famílias e as orações terão lugar sempre pelas 21h na capela do Mosteiro de Nossa Senhora Rainha do Mundo das Carmelitas Descalças. No dia 23, antes da oração, será realizado pelas 20h um encontro com jovens.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No dia 24, as jovens participarão numa oração em Tavira realizada, pelas 21h, na igreja de Santiago, segundo a espiritualidade de Taizé.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A comunidade de Taizé é hoje constituída por mais de 100 irmãos, de várias nacionalidades e igrejas cristãs, incluindo a católica, recebendo semanalmente a visita de milhares de jovens.

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