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Uma delegação da ARCM "vai deslocar-se de manhã a Lisboa para assistir à discussão da petição na Assembleia da República" (AR), disse à Lusa Armindo Silva, sócio fundador da associação.

O "Apelo em Defesa da Associação Recreativa e Cultural de Músicos" foi entregue "em mão" ao então presidente da AR a 14 de janeiro deste ano.

A ARCM está instalada em três armazéns na baixa de Faro, mas enfrenta há mais de um ano uma ação de despejo do Tribunal de Faro, movida pela imobiliária que detém o espaço e que ali quer construir um empreendimento de luxo.

Apesar de a ação ter sido contestada pela associação, invocando que o contrato de arrendamento se estende até 2012, a sentença do Tribunal de Faro, em outubro do ano passado, dava razão ao senhorio, excluindo a realização de julgamento.

Entretanto, em abril deste ano, o Tribunal da Relação ordenou a anulação do processo e determinou a realização de um julgamento que, pelas contas de Armindo Silva, deve "estar para breve."

A Câmara Municipal de Faro já cedeu um terreno à associação para ali construir uma nova sede, mas, até à sua concretização, a associação vai continuar a desenvolver as suas atividades na atual sede, junto à estação ferroviária.

"O terreno que nos foi cedido pela autarquia (situado junto ao cais comercial de Faro) foi avaliado em 535 mil euros e já foi desafetado do domínio público para o privado, o que já é muito importante, e tudo o que vier a seguir é ganho, por pouco que seja", admitiu o fundador da ARCM.

A ARCM foi criada em 1990, dispõe de uma sede com 18 salas de ensaio, uma sala de espetáculos com capacidade para mais de mil pessoas e um estúdio de gravação. O edifício acolhe 31 bandas com mais de 150 músicos e dá apoio a grupos de teatro, de dança e outras expressões artísticas.

Lusa

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