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A plataforma, que junta a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), cinco associações empresariais, a Comissão de Utentes da A22 e duas estruturas sindicais, decidiu hoje, numa reunião em Faro, por unanimidade, avançar com aquelas duas medidas e, entretanto, aguardar que o ministro das Obras Pública a receba, tendo já pedido uma reunião.

"Acordámos em duas coisas: divulgar um manifesto com a nossa argumentação principal e fazer, no dia 19 de janeiro, às 15:00, um fórum-debate, que terá lugar em Loulé, na NERA [Associação Empresarial da Região do Algarve], com intervenção de alguns especialistas da área da economia, economia regional e mobilidade, que irão fazer um conjunto de intervenções técnicas sobre esta matéria", revelou à Lusa o presidente da AMAL, Macário Correia, após a reunião realizada na sede do organismo.

Numa breve síntese das decisões tomadas na reunião, Macário Correia acrescentou que a plataforma irá "convidar para participar nessa reunião todas as forças, empresariais, políticas e sociais da região".

"Entretanto, aguardamos que o ministro das Obras Públicas nos receba, tendo em conta o pedido de reunião que fizemos há uma semana", lembrou.

Há uma semana, após a criação da plataforma de entendimento entre as nove entidades, Macário Correia explicou que "as nove instituições subscreveram a mesma estratégia para se começar a tratar da luta contra as portagens de uma forma convergente e consensual”, acrescentando que isso é uma coisa "nunca conseguida, salvo em 2004”.

Macário Correia asseverou, na altura, que o “grupo vai manter-se unido e ativo, com reuniões regulares" e adiantou que o documento técnico visa explicar à opinião pública “o facto de haver um conjunto de singularidades no Algarve” e garantir que a região não quebrará a “solidariedade” com as “dificuldades económicas do país” ou “com qualquer outra região”.

“Há razões intrínsecas que o Algarve tem, em relação ao turismo, em relação ao facto de não ter uma via alternativa, em relação ao aumento de sinistralidade na EN125 que pode ser gerado pelo facto de a A22 ser portajada, que têm de ser tecnicamente explicadas”, argumentou Macário Correia.

Folha do Domingo/Lusa
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