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Numa nota em que considera a introdução de portagens na Via do Infante (A22) um dos acontecimentos mais graves de 2011, o CFC censura "a conduta dos agentes públicos e outros, que aceitaram as portagens, ou desistiram da luta", com "especial gravidade" para a AMAL e seu Presidente, Eng. Macário Correia, [que] traíram os algarvios”.

A AMAL, sigla de "Associação de Municípios do Algarve", entretanto convertida em Comunidade Intermunicipal do Algarve, é um órgão supramunicipal que integra as 16 câmaras existentes na região.

O movimento liderado pelo ex-autarca José Vitorino – presidente da Câmara de Faro entre 2001 e 2005 – apela à Comissão de Utentes da Via do Infante para acabar com “a conduta ambígua iniciada em dezembro, com duas faces, uma revolucionária, incitando à desobediência e endurecimento da luta, outra ordeira, demarcando-se dos atos terroristas".

O movimento elogia a recente mudança de atitude de alguns agentes regionais, que passaram a contestar as portagens, mas condena os atos de sabotagem, que classifica de “atos terroristas”, por “atentarem contra o Estado de Direito e porem em causa a imagem de segurança do Algarve como destino turístico”.

Sublinha que os prejuízos causados nas estruturas de comunicações da A22 já ascendem a 20 mil euros, “além dos custos nos sistemas de deteção de incêndios, operação permanente de segurança pela GNR e redução dos meios humanos para prevenir e combater outra criminalidade na região”.

O CFC classifica o dia 8 de dezembro como “um dia negro, com graves consequências na vida dos algarvios, agravamento da crise, marchas lentas permanentes na EN125 e afastamento dos espanhóis”, que, garante o movimento, “abandonaram a região”.

Antes das portagens, “organizaram-se marchas lentas de protesto na EN125, agora as marchas lentas são permanentes e os ‘protestos’ diários. Esta não é, nem nunca será, uma alternativa: é uma rua estreita, demorada e perigosa”, conclui a organização de autarcas.

Lusa
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