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“Tenho informação de que existem inícios de obras em 10 locais da Via Infante o que revela algo que não é normal numa relação institucional” com o Governo, disse o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Macário Correia, esperando que impere o “bom senso” e que a tutela tenha o cuidado de “dialogar e escutar antes de criar factos consumados pela imposição".

Um desses casos de obras que indiciam a instalação de pórticos verifica-se junto ao Nó de Tavira, onde já são visíveis armações de ferro para fundações dos pontos de cobrança. No entanto, fonte do Ministério das Obras Públicas limitou-se a dizer que "o Governo ainda não tomou decisões quanto à localização dos pórticos".

Contudo, também ao quilómetro 91.8, a seguir ao nó de Olhão, na direção de Faro, são visíveis escavações, havendo já uma laje em betão construída com dois círculos.

Para o presidente da AMAL é “estranho” que avancem obras para as portagens sem que tenha havido diálogo com utentes e autarcas.

“Por norma não se deveria dar início a um processo destes sem acautelar os compromissos e manter uma linha coerente dentro do próprio Governo”, nomeadamente que não haveria portagens sem a requalificação da Estrada Nacional 125, recorda.

A Lusa contactou com a Euroscut Sociedade Concessionária da SCUT do Algarve para obter um comentário mas aquela entidade remeteu qualquer informação para o Ministério das Obras Públicas.

A Plataforma de Luta Contra as Portagens na Via Infante vai reunir quarta-feira, ao meio-dia, com o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, para pedir o adiamento da introdução de portagens naquela estrada do Algarve.

No sábado passado, a Plataforma de Luta Contra as Portagens na Via Infante admitiu interpor uma providência cautelar para tentar travar a introdução de portagens na A22 até 15 de abril.

A Via Infante de Sagres (A22) liga Vila Real de Stº António a Lagos/Bensafrim, tem uma extensão total de 130 quilómetros e faz parte da Rede Europeia.

Folha do Domingo/Lusa
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