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A “retoma” dos clubes a sul do rio Tejo, em especial da região algarvia, foi curta e durou apenas uma temporada, restando o Olhanense e o Vitória de Setúbal como os dois únicos “resistentes” numa Liga principal virada a norte.

A estatística dos últimos anos é ainda mais desfavorável para as equipas sulistas: entre 2004/05 e 2008/09 os sadinos perfilaram-se como os únicos no primeiro escalão e o campeonato de 2003/04 disputou-se mesmo sem a presença de qualquer clube da margem sul do Tejo.

É preciso recuar mais de uma década, até 1999/2000, época em competiram na primeira divisão o Campomaiorense, o Farense e o Vitória de Setúbal, para encontrar três emblemas da região sul, tal como aconteceu esta temporada, com o Olhanense o Setúbal e o Portimonense.

A presença de dois conjuntos algarvios entre os “grandes” do futebol português é ainda mais longínqua, encontrando-se a 22 anos de distância, altura em que o Farense e o Portimonense competiram no campeonato de 1988/89.

A equipa de Portimão acabou por ser prejudicada pelas obras no seu estádio, que visavam melhorar as condições do recinto com vista à continuidade dos “alvi-negros” na Liga principal e que os obrigaram a jogar durante grande parte desta época em casa emprestada, no Estádio Algarve.

Longe vão os tempos em que seis equipas da margem sul do Tejo “monopolizavam” a primeira divisão, como aconteceu em 1963/64, com CUF, Setúbal, Lusitano de Évora, Seixal, Olhanense e Barreirense a dominarem a estatística, contra quatro representantes da região centro e outros tantos do norte.

A Naval é a equipa que acompanha o Portimonense na descida à Liga de Honra. O conjunto da Figueira da Foz precisou de muito tempo para atingir o patamar superior do futebol nacional, no qual se estreou apenas em 2005/06, resistindo durante seis temporadas consecutivas, até à atual.

Lusa

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