Inicio | Política | Presidente da Câmara de Castro Marim admite demissão e eleições intercalares

Presidente da Câmara de Castro Marim admite demissão e eleições intercalares

O presidente da Câmara de Castro Marim, Francisco Amaral (PSD), admitiu hoje apresentar a demissão até ao início de fevereiro para permitir a realização de eleições intercalares para esse órgão municipal, em abril.

O autarca disse à agência Lusa que a situação na Câmara de Castro Marim “é insustentável”, porque a oposição – formada pelo PS (dois vereadores) e pelo movimento Castro Marim Primeiro (CM1 – um vereador) – está a “bloquear” e a impedir o presidente e a vice-presidente – eleitos pelo PSD – de fazerem a gestão municipal, e esta posição já foi comunicada ao Governo.

“Já tive uma reunião com o secretário de Estado das Autarquias [Locais, Carlos Miguel], já conversámos este assunto, agora não quero prejudicar mais o município – estamos a lançar obras, quero lançar as obras todas, acabar isso e arrumar a casa – e depois estou convencido que, lá para o final do mês, ou princípio do mês que vem, vamos pedir a demissão da minha lista”, afirmou o autarca.

Francisco Amaral, que manteve a presidência, mas perdeu a maioria absoluta nas últimas eleições autárquicas, antecipou que a demissão será apresentada ao secretário de Estado, que depois deve “nomear uma comissão de gestão enquanto não se desenrolar o processo eleitoral”.

“E estou convencido que lá para abril vai haver eleições”, apontou o autarca social-democrata, considerando que “não faz sentido” e “não agrada nada” a ideia de as eleições intercalares em Castro Marim poderem ser realizadas em simultâneo com as Europeias, marcadas para 26 de maio.

Antes de ser eleito pela primeira vez para presidir à Câmara de Castro Marim, em 2013, Francisco Amaral esteve cerca de duas décadas na presidência do município vizinho de Alcoutim, sempre com maiorias absolutas.

Nas últimas autárquicas, em 2017, a sua lista ficou em minoria, com o PSD a perder um vereador para o movimento independente CM1, liderado pelo seu antecessor e ex-militante social-democrata, José Estevens, que passou a ter um papel importante no desempate entre os dois eleitos do PSD e os dois do PS.

Mas Francisco Amaral garantiu que se vai recandidatar e considerou que a população “está farta” dos “bloqueios” a que a gestão municipal tem estado sujeita.

“Sim. Aliás, eu sinto que a população está revoltada com o que se está a passar, manifesta um descontentamento muito grande, e vai penalizar de certeza a oposição porque, de facto, é uma oposição que está ali só para dificultar, obstaculizar, boicotar e destruir este concelho”, respondeu o autarca ao ser questionado se iria recandidatar-se.

A possibilidade de o presidente da Câmara de Castro Marim se demitir foi avançada hoje pelo jornal Sul Informação.

Verifique também

Eleições intercalares para Câmara de Castro Marim marcadas para 02 de junho

As eleições intercalares para a Câmara de Castro Marim vão realizar-se a 02 de junho, …