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Presidente da Câmara de Faro teme que agregação dos portos de Faro, Portimão e Sines traga “perda de influência”

Rogerio_bacalhauO presidente da Câmara de Faro diz temer uma “perda de influência” da região com a decisão do Governo de agregar os portos comerciais do Algarve à administração do Porto de Sines, tomada em Conselho de Ministros.

Em declarações à agência Lusa, Rogério Bacalhau (PSD) afirmou que, por um lado, lamenta “que se perca influência” e que o porto de Faro e o Algarve possam perder capacidade de decisão, uma vez que a nova administração dos portos de Sines e do Algarve vai estar fora da região.

“Fico satisfeito por a administração do porto de Sines passar a chamar-se administração do porto de Sines e do Algarve, por uma questão de lhe dar alguma relevância, mas tenho algumas dúvidas se isso é positivo para nós, porque a administração está sediada em Sines e espero que dê a relevância que nós merecemos relativamente a olhar para nós”, disse.

O autarca contrapôs que “em termos dos investimentos é muito positivo”, porque “o porto de Faro, em particular, há muitos anos que não tem grandes investimentos, neste momento tem uma grande capacidade de exportação, está a trabalhar muito bem”. Rogério Bacalhau espera “que isso seja reconhecido pela nova administração”.

O responsável está, por isso, expectante para ver se vão ser feitos novos investimentos no porto de Faro pela nova administração, que sucede na gestão dos portos comerciais do Algarve (Faro e Portimão) ao Instituto Portuário e os Transportes Marítimos.

“Eu espero que haja os investimentos adequados para garantir a exportação em tempo útil e que, se houver capacidade para aumentar as exportações, o porto de Sines não seja um entrave a isso. E nesse sentido espero que seja modernizado e tenha os investimentos adequados”, referiu.

O objetivo desses investimentos é, segundo o autarca, dar capacidade de funcionamento ao porto para que as empresas do Algarve possam exportar a partir dali e não tenham custos acrescidos para ir a outros portos.

“Acho que o objetivo deve ser esse, dar competitividade às nossas empresas para que não tenham que ir a outros portos para exportar”, defendeu Rogério Bacalhau, manifestando o desejo de a nova administração partilhar deste ponto de vista.

Contactada pela Lusa, a presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes (PS), escusou-se a comentar a decisão do Governo, por desconhecer o conteúdo do diploma, aprovado ontem em Conselho de ministros.

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