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“Espero que a partir de 5 de junho haja um governo com poder para alterar a lei das autarquias para que quem ganhe governe e não esteja nas mãos das oposições”, defendeu Isabel Soares, em declarações à Lusa.

Há quase 14 anos a comandar a Câmara de Silves, Isabel Soares – a primeira e até agora única mulher a presidir uma autarquia no Algarve -, lamenta ver muitas vezes os seus projetos para o concelho “boicotados” pela oposição.

Atualmente sem maioria absoluta na Câmara Municipal – os vereadores do PS e da CDU (4) ultrapassam o número de vereadores sociais democratas (3) -, a autarca viu o orçamento que propôs para este ano chumbado três vezes.

“Por ser o último mandato eu gostaria e sempre pensei que fosse um mandato muito mais fácil, mas tem sido mais difícil”, admite, lamentando que muita gente utilize a política “para fazer outros cavalos de batalha”.

Apesar de nunca ter detido maioria na Assembleia Municipal, Isabel Soares já dispôs noutros mandatos de maioria absoluta na Câmara mas a situação atual tem-lhe trazido “muitos transtornos”, revela.

A aprovação do orçamento para 2011 foi um deles, com a oposição a chumbar o documento por três vezes consecutivas numa situação que se arrastou por várias semanas e que, segundo a autarca, chegou a pôr em causa postos de trabalho.

“Fui sempre apologista de quem ganha poder constituir uma maioria confortável”, reitera, queixando-se de não ter conseguido levar avante alguns objetivos a que se propôs por serem depois “boicotados”.

Lusa

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