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Além da necessidade de um porto de pesca, os pescadores de Tavira alertam para a iminente derrocada do molhe nascente da barra, reclamam o assoreamento (limpeza) da Ria Formosa, do Rio Gilão e da barra e criticam o excesso de burocracia com que se deparam para poderem dedicar-se à pesca legalmente.

“A Câmara está muito preocupada”, admitiu à agência Lusa Jorge Botelho, para quem as aspirações dos pescadores são ainda mais válidas face ao ênfase que responsáveis políticos e especialistas têm vindo a dar a uma aposta séria na economia do mar.

O autarca contou que projeto do porto de pesca de Tavira está feito, foi colocado em concurso internacional, foi adjudicado em 2011 e carece apenas do aval final do Governo para que as obras possam arrancar.

A obra tem uma previsão de investimento da ordem dos 10 milhões de euros e um prazo de construção de 18 meses.

“Obviamente que não é para amanhã, mas o que é importante é arrancar”, sublinhou Jorge Botelho sobre uma obra que considera vital para que a comunidade piscatória do concelho possa crescer e criar postos de trabalho.

“Esta comunidade piscatória corre o risco de vir a desaparecer se não forem tomadas medidas”, alertou a deputada do Bloco de Esquerda, Cecília Honório, depois de ter estado reunida com a Associação de Pescadores e Armadores de Tavira, a 19 de janeiro.

Dentro das competências da Câmara Municipal, Jorge Botelho pretende iniciar em breve a construção de 14 abrigos de pesca, mas admite que a curto prazo e à parte do projeto do Porto de Pesca é urgente criar condições de navegabilidade, acostagem e venda do pescado.

Segundo Jorge Botelho, o investimento nas condições de trabalho da comunidade piscatória de Tavira deve ser encarado como elemento chave de uma política de desenvolvimento e afirmação daquele concelho, que está a liderar uma candidatura da dieta mediterrânica a património mundial da UNESCO.

“Temos de criar condições para que todos estes projetos se conjuguem e tornem realidade”, concluiu.

Lusa

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