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Não posso admitir que o Benfica possa vir a sofrer quaisquer tipo de consequências resultantes da irresponsabilidade de alguns dirigentes associativos, que não estão preocupados com o futebol, mas apenas com os seus privilégios e interesses”, disse Luís Filipe Vieira, durante um almoço promovido pelas casas do Benfica de Loulé e de Quarteira.

Segundo o líder benfiquista, “o futebol não é um entreposto de interesses corporativos, onde dirigentes associativos, felizmente poucos, não parecem preocupados com a vontade dos clubes, mas sim com os seus privilégios pessoais”.

O presidente do Benfica recordou algumas ações do passado, constatando que alguns dirigentes “se contradizem com aquilo que não fazem no presente”.

As críticas foram dirigidas diretamente ao secretário de Estado da Juventude e Desporto, tendo acusado Laurentino Dias de se afastar dos problemas da federação, ao contrário “do que fez no caso Nuno Assis e no caso Carlos Queiroz”.

“Eu lembro-me. Esse senhor vem dizer agora que o Governo não pode entrar pela FPF, mas entrou no caso Queiroz e não descansou no caso Nuno Assis”, afirmou.

Vieira questionou ainda: “Que Governo é este que não consegue aplicar a lei que fez, e que governante é este que se demite das suas funções quando é necessário”.

O presidente “encarnado” pediu a intervenção do ministro que tutela o desporto, Pedro Silva Pereira, observando que “o futebol não serve apenas para aparecer nas fotografias da seleção, mas deve respeitar a lei do país”.

“Lavar as mãos nunca é bom argumento político. Pactuar com a irresponsabilidade de algumas associações de futebol é render-se à ilegalidade e ao compadrio que têm marcado o futebol português nos últimos anos”, concluiu Luís Filipe Vieira.

O presidente do Benfica inaugurou as casas do clube em Loulé e Quarteira, acompanhado por vários dirigentes e pelo antigo internacional português Nené.

Folha do Domingo/Lusa

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