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“Nesta fase o Governo mostra-se irredutível. Se queríamos fazer alguma coisa teria de ser há muito tempo atrás”, afirmou à agência Lusa o presidente do Turismo do Algarve, António Pina, à saída de uma reunião no Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

A Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA) esteve reunida com o secretário de Estado Adjunto, Paulo Campos, para manifestar a sua oposição à introdução de portagens na Via Infante, tendo usado, para sustentar a sua posição, dois estudos de investigadores da Universidade do Algarve, que fazem uma avaliação económica da medida.

“Apresentamos um estudo do investigador Fernando Perna e Adriano Pimpão. O primeiro diz-nos que um trajeto na A22 vai custar mais do dobro do que o mesmo percurso numa autoestrada da Andaluzia (Espanha). O segundo faz uma avaliação das perdas que a concessionária da A22 terá com o desvio do tráfego para a estrada nacional 125”, adiantou.

A ERTA aderiu na quarta-feira à plataforma de luta contra as portagens da A22, mas o António Pina, lamenta que “não tenha feito mais cedo”.

“Penso que o meu antecessor deveria tê-lo feito assim que ela foi criada. Agora já é tarde demais”, mas daremos todo o apoio às ações de protesto que sejam feitas dentro da lei”, apontou.

António Pina reassumiu na terça-feira o cargo de presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA) depois de um afastamento de um ano e meio motivado por incompatibilidade legal.

Da plataforma de luta contra as portagens na A22 fazem parte a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), Associação de Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA), Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA), Confederação dos Empresários do Algarve (CEAL), União Geral de Trabalhadores (UGT), Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), Comissão de Utentes da Via do Infante e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

Lusa

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