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Fernando Rocha adiantou estarem em curso negociações com a autarquia no sentido de ser feita uma intervenção na infraestrutura desportiva que a habilite a cumprir os requisitos da Liga de Clubes.

"A Liga fez, há duas semanas e a nosso pedido, uma vistoria para avaliar as obras necessárias para que o estádio possa receber jogos da Liga e estamos agora a trabalhar para cumprir essas recomendações, gastando o menos possível", informou Fernando Rocha.

Na madrugada de domingo – no regresso da equipa à cidade algarvia após a vitória sobre a Oliveirense que lhe garantiu a subida ao escalão máximo do futebol português – o presidente da Câmara de Portimão, Manuel da Luz, tinha avançado a possibilidade da equipa vir a disputar a Liga no estádio da Bela Vista, na freguesia do Parchal no concelho vizinho de Lagoa.

Os jogos teriam aí lugar por cerca de seis meses, enquanto a autarquia executava obras de melhoria do Estádio da Restinga, em Alvor.

Esses trabalhos, avaliados em cerca de três milhões de euros, previam a construção de bancadas com capacidade para cinco mil espetadores e a remodelação dos balneários e das áreas de imprensa.

De acordo com Fernando Rocha, a ideia agora é "avaliar uma intervenção mínima" no Municipal de Portimão, "utilizando o máximo de estruturas que possam ser depois transportadas e instaladas no Estádio da Restinga".

Será o caso da "cobertura dos camarotes" e do "próprio relvado", adiantou ainda, referindo que "só se perderia o dinheiro aplicado em obras de tijolo".

Isto porque está prevista a demolição do Municipal de Portimão em 2012, altura em que já estará construído um novo estádio, no Complexo Desportivo de Portimão, no sítio do Barranco do Rodrigo.

Segundo fonte oficial da autarquia, o Grupo Lena deverá iniciar "ainda este ano" a construção das infraestruturas do complexo que irá albergar piscinas para competição e um pavilhão multiusos, além do estádio, "que começa a ser erguido em primeiro lugar".

A mesma fonte refere, ainda assim, que "a autarquia só deverá decidir qual a sua intervenção no atual estádio municipal, após a reunião que terá na sexta-feira com os responsáveis da Liga de Clubes".

A primeira estimativa de custos apontava para um investimento de dois milhões de euros no redimensionamento do relvado, na melhoria dos camarotes e das áreas de imprensa.

Fernando Rocha admite que "não faz sentido investir tanto dinheiro num estádio que é para demolir", mas vai garantindo que "é possível reduzir esse valor e reaproveitar grande parte do investimento".

Poucos dias depois da certeza de regresso à Liga, o presidente daquele clube divide estas preocupações com a de manter Litos no comando técnico da equipa.

"O convite já foi feito e teremos todos os pormenores acertados nos próximos dias", acrescentou.

Lusa

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