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Primeiro ano do novo Programa Pastoral da Igreja do Algarve incide no trabalho paroquial

Foto © Samuel Mendonça

O primeiro ano do Programa Pastoral do triénio que conduzirá a Diocese do Algarve até 2020 terá como objetivo “anunciar o evangelho da família”, procurando “fazer do anúncio da palavra a fonte inspiradora da vida da comunidade paroquial e de cada família”, sendo que a paróquia será a dimensão onde incidirá o trabalho pastoral.

Em termos de propostas para este ano de 2017/2018, o Programa Pastoral, a que Folha do Domingo teve acesso, indica, a nível da família, a necessidade de “instituir uma pastoral familiar paroquial, através da criação de uma equipa que promova: a preparação para o matrimónio, o acompanhamento dos casais jovens, o apoio à família na transmissão da fé (ligação entre a família e a catequese), um maior acolhimento e integração eclesial de quem vive em situações de fragilidade e a espiritualidade/oração familiar seguindo o ritmo do Ano Litúrgico”.

Pede ainda que se privilegie a “reflexão bíblica” e a “formação sobre a Exortação pós-sinodal A alegria do amor”, que se ajude a “passar da família de cada um, à família de famílias – a comunidade paroquial”, que se promova o “contributo da família nas celebrações litúrgicas” e se valorize as bênçãos destinadas à família, que se dê o “devido realce eclesial e comunitário à Festa da Sagrada Família, aos aniversários matrimoniais, ao dia dos namorados, dia do pai, dia da mãe e dia dos avós”, que se promova o conhecimento dos “movimentos que privilegiam a realidade familiar e a sua espiritualidade”, que se celebre a “Jornada da Família/Comunidade Paroquial, vivida de forma celebrativa e convivial”, que se crie o “serviço diocesano de informação e aconselhamento como apoio à pastoral familiar” e que se sensibilize para o Encontro Mundial das Famílias, a realizar em Dublin (Irlanda) de 22 a 26 de agosto do próximo ano.

A nível da juventude, o documento indica a necessidade de “continuar a criação e consolidação das Equipas Paroquiais e Vicariais de Pastoral Juvenil para se fomentar uma pastoral de proximidade e em rede (comunhão), através da qual, e com a participação ativa dos próprios jovens, se procure conhecer, acompanhar e responder mais adequadamente à realidade juvenil”.

O Programa Pastoral pede mesmo que seja o Sector Diocesano da Pastoral Juvenil a “acompanhar e apoiar” a “consolidação” daquelas equipas e as atividades a serem por elas desenvolvidas.

O documento refere a necessidade de “capacitar os agentes de Pastoral Juvenil para o acompanhamento próximo e eficaz dos mais jovens”, de “chamar, incluir e fazer participar os jovens (na fase pré e pós crisma) na elaboração e realização de um programa ou itinerário onde se inclua a abordagem a temáticas relacionadas com a família e a vocação”, de “desenvolver, nos jovens, a corresponsabilidade e consciência vocacional de que eles são os principais evangelizadores dos outros jovens, incentivando-os e apoiando-os em ações que se tornem propícias ao testemunho e partilha da sua adesão a Cristo e pertença à Igreja (escola, ambientes juvenis, redes sociais, etc.)”.

Ao Sector Diocesano da Pastoral Juvenil é ainda pedido que, no contexto do Sínodo dos Bispos de 2018, dedicado à juventude, realize uma “auscultação aos jovens cristãos da Diocese e aos estudantes universitários do Algarve”. Pede-se ainda que realize, “em união com a Pastoral Vocacional, a primeira edição do encontro para jovens namorados cristãos a nível diocesano”, um “Conselho Diocesano de Pastoral Juvenil que seja o espaço propício para acolher o «sentir» dos jovens no mundo e na Igreja” e a “preparação de um grupo diocesano para a participação nas Jornadas Mundiais da Juventude de 2019, no Panamá”.

A nível das vocações, o Programa Pastoral apela a “sensibilizar para uma maior consciência de que a pastoral vocacional, sendo necessária constituir-se como sector ou secretariado para um orgânico funcionamento da pastoral eclesial (paroquial e diocesana), deve ser tida como transversal a toda a ação eclesial e como preocupação de toda a comunidade cristã”.

Pede ainda que se criem “equipas paroquiais de pastoral vocacional” que, “com o apoio do Secretariado Diocesano”, procurem “ajudar o pároco e a comunidade cristã na missão de despertar, apoiar e acompanhar o discernimento vocacional, sabendo orientar para os responsáveis diocesanos”, promovam “um trabalho vocacional em que o destinatário se torne sujeito e onde se procure o contacto e uma relação mais pessoal, próxima e coloquial” e integrem “a dimensão e proposta vocacional nos vários âmbitos da vida paroquial: catequese, grupo de jovens, movimentos, EMRC, entre outros”.

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