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Programa Pastoral da Igreja do Algarve até 2020 privilegia família, jovens e vocações

Foto © Samuel Mendonça

Depois de ter concluído um quinquénio pastoral, iniciado em 2012 sob o lema “Ide e anunciai o Evangelho”, a Diocese do Algarve irá começar agora um triénio que a conduzirá até 2020 sob o lema “Anunciar o Evangelho da Família”.

O novo Programa Pastoral terá como objetivo geral “promover a transformação/conversão missionária da Igreja” nas comunidades e dará prioridade à família, aos jovens e às vocações, três dimensões indicadas pelos organismos colegiais diocesanos.

O documento, ao qual Folha do Domingo teve acesso, sublinha ser “fruto da reflexão e discernimento realizados nos diversos âmbitos” da Igreja diocesana algarvia, através daqueles órgãos e lembra ter recebido, igualmente, “o contributo de quantos responderam a um questionário online, lançado com a finalidade de alargar este contributo”.

A Igreja do Algarve refere ainda pretender fundamentar, igualmente, toda a sua ação pastoral “no convite de Cristo a «edificar a sua casa sobre a rocha» (cf. Mt 7,24)”.

Relativamente aos “documentos de referência” que o inspiraram, o Programa Pastoral refere as exortações Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho) e Amoris Laetitia (A alegria do amor) do papa Francisco, esta última onde é várias vezes referida a expressão “evangelho da família” para onde aponta toda a ação programática da Igreja algarvia.

“«A alegria do amor que se vive nas famílias» constitui para nós motivo de júbilo e de compromisso pastoral. Acreditamos que, apesar dos numerosos sinais de crise no matrimónio, «o desejo de família permanece vivo», e isto incentiva-nos ao «anúncio cristão sobre a família» e a considerá-lo verdadeiramente como boa notícia (cf. AL 1)”, refere a Diocese do Algarve.

Assim sendo, no que respeita à família, o Programa Pastoral aponta a uma pastoral familiar que tenha “as famílias cristãs como seus primeiros responsáveis, assumindo-as como sujeitos-destinatários (discípulos-missionários) e não somente como meros destinatários”, de modo a “proporcionar-lhes a experiência de que o Evangelho da família é «alegria que enche o coração e a vida inteira»”, a “oferecer-lhes motivações para uma aposta corajosa num amor forte, sólido, duradouro, capaz de enfrentar todos os imprevistos” e a “acompanhar todas e cada uma das famílias, a fim de discernirem e descobrirem vias justas e consistentes para superarem as dificuldades que encontram no seu caminho”.

O documento adverte que a pastoral familiar a promover “não pode limitar-se a uma «genérica preocupação pela família»”, mas pressupõe “o reconhecimento de que o contributo principal para a pastoral familiar é dado e realizado na paróquia”, “uma formação mais adequada de todos os agentes pastorais”, “um esforço evangelizador e catequético dirigido à família” e “a possibilidade de experimentar que «o Evangelho da família é resposta às expectativas mais profundas da pessoa humana»”.

Relativamente aos jovens refere que a pastoral juvenil deverá “criar processos e servir-se de meios que permitam compreender a realidade juvenil e o seu contexto atuais”, “proporcionar oportunidades para os jovens se fazerem escutar e manifestar os seus anseios, desejos, necessidades e projetos”, “trabalhar a sensibilidade eclesial para o acolhimento, escuta e acompanhamento da realidade juvenil, a fim de serem elaboradas respostas adequadas”, “compreender que a ação eclesial/pastoral não se faz somente para os jovens, mas sobretudo com os jovens” e que “os jovens devem tornar-se novamente sujeitos da ação eclesial”, “optar por um permanente trabalho comum e de conjunto com os vários sectores pastorais, de modo particular com a pastoral familiar e a pastoral vocacional” e “enriquecer a oferta pastoral diocesana, vicarial e paroquial com propostas ousadas e significativas que procurem recuperar a beleza da vocação ao matrimónio”.

No que respeita às vocações, o Programa Pastoral destaca que a pastoral vocacional “deverá ser compreendida como serviço às diversas vocações e não só às de especial consagração (sacerdotais, religiosas, etc.)”, “abrir-se a um trabalho e esforço comum com a pastoral juvenil e a pastoral familiar, bem como toda a pastoral profética”, por forma a promover “uma profunda reflexão, auscultação e decisão diocesana a respeito do modo e dos meios como elaborar um adequado trabalho vocacional” e a “valorizar e assumir a realidade paroquial como espaço próprio para o conhecimento pessoal, para o chamamento concreto e para o discernimento vocacional”.

Os objetivos anuais são, para 2017/2018, “anunciar o evangelho da família”, procurando “fazer do anúncio da palavra a fonte inspiradora da vida da comunidade paroquial e de cada família”; para 2018/2019, “celebrar o evangelho da evangelho da família”, procurando “fazer da eucaristia o centro da vida (espiritualidade) da comunidade paroquial e da vigararia”; e para 2019/2020, “testemunhar o evangelho da família”, procurando “fazer da caridade distintivo da Igreja Diocesana, presente nos gestos quotidianos e no testemunho da alegria nascida do encontro pessoal com Cristo”.

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