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Primeiro banco de livros escolares de Lagos partilha espaço com retrosaria

A empresária Catarina Rêgo criou o primeiro banco de recolha e partilha gratuita de manuais escolares na cidade de Lagos, unindo o trabalho na sua retrosaria à causa solidária de ajudar “quem mais necessita”.

A funcionar desde 2012 na retrosaria Costureta e Converseta, o banco de livros escolares de Lagos disponibiliza gratuitamente centenas de manuais escolares para todos os anos letivos e disciplinas, permitindo às famílias uma redução substancial dos custos com a educação.

“No primeiro ano a entrega e troca de manuais escolares foi muito além das minhas expectativas, mas este ano foi melhor ainda, registando-se um movimento muito grande”, disse à agência Lusa Catarina Rêgo, proprietária da retrosaria, situada junto ao Largo de Santo Amaro.

Para a promotora do único banco do género na cidade algarvia, “o aumento da partilha dos livros deve-se sobretudo às dificuldades financeiras que afetam muitas famílias e não à causa ambiental”.

O banco de livros é um projeto lançado por Henrique Cunha, um professor de Matemática, do Movimento Reutilizar.Org, para alertar para a importância da reutilização dos livros, o seu valor e o peso que têm nos orçamentos familiares.

Catarina Rêgo explicou que a decisão de aderir ao projeto “surgiu precisamente depois de ouvir o professor Henrique Cunha explicar o funcionamento e os objetivos do projeto”.

“Achei muito interessante reutilizar os livros e ao mesmo tempo poder ajudar as pessoas que mais precisam a minimizar os custos com a educação, sobretudo nesta altura de crise”, destacou.

Catarina Rêgo destinou parte da sua loja para acolher o banco e organizar as centenas de manuais escolares, dividindo o espaço com os vários tecidos e objetos que ali comercializa.

“Adaptei o espaço para que os livros estejam devidamente organizados por anos e por disciplinas, permitindo uma procura e acesso rápidos”, observou a empresária, acrescentando que a conciliar o negócio com a causa solidária “não é uma tarefa fácil”.

A proprietária explicou que os meses de agosto e setembro prejudicam muito o seu trabalho, porque a maior parte do tempo é dedicado ao banco. “Mas entendo que vale a pena e por esse motivo dedico-lhe todo o tempo que for preciso”, concluiu.

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