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Primeiro-ministro e ministro da Educação vieram inaugurar o Conservatório de Música de Loulé

Foto © Filipe Farinha/Lusa

O primeiro-ministro e o ministro da educação estiveram esta manhã presentes, em Loulé, na inauguração do primeiro conservatório público de música a sul de Lisboa.

O Conservatório de Música de Loulé tem capacidade para 400 alunos, nos regimes de ensino articulado e supletivo e foi instalado no Solar da Música Nova, edifício do século XVIII agora reabilitado e onde, para além do Conservatório, ficará instalada também a sede da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva e a Escola de Música desta associação cultural dedicada, durante mais de um século, a esta expressão artística.

O Conservatório resulta da cooperação entre o Ministério da Educação e o município de Loulé, que investiu 2,8 milhões de euros na sua criação. Recorde-se que, no mês de maio, a Câmara Municipal de Loulé celebrou um protocolo com o Ministério da Educação para que a partir deste ano letivo 2018/2019 fosse lecionado em Loulé o ensino público especializado da Música no 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (do 5º ao 9º ano) e do Ensino Secundário (do 10º ao 12º ano). A autarquia cedeu o espaço cuja reabilitação foi também custeada pelo município, enquanto que tudo o que diz respeito à colocação de docentes e parte administrativa em articulação entre as escolas da região é da responsabilidade do Ministério.

Foto © Filipe Farinha/Lusa

O primeiro-ministro realçou a importância dos ensinos artístico integrado e profissional, observando que o Governo tem “paulatinamente procurado criar as condições” para que estes “sejam igualmente valorizados nos processos educativos” e observou que a universidade não é a “única saída possível” para quem quer aprender uma profissão, defendendo a diversificação da oferta educativa.

“A universidade não é a única saída possível, nem o único percurso necessário para quem quer prosseguir a sua vida e, por isso, a diversificação daquilo que é a oferta educativa é da maior importância”, defendeu António Costa.

O líder do Governo contou que, em 1971, participou na primeira experiência de ensino artístico integrado que houve em Portugal e, embora isso não tenha feito de si “músico, bailarino ou ator”, fez de si alguém que aprendeu a “saber sentir”, o que considerou ser “decisivo”.

Para o primeiro ministro, que falava perante uma plateia composta por autarcas, dirigentes locais e representantes das forças de segurança, entre outros, o papel da escola “não é só ensinar a ler, a fazer contas, onde nascem os rios ou como se formam os fenómenos geológicos” e a sua função fundamental é criar cidadãos livres.

António Costa sublinhou ainda, aludindo a dados da Comissão Europeia, que a maioria dos alunos que frequentam o sistema de ensino vão exercer profissões “que não foram sequer ainda inventadas”, pelo que a escola do futuro deve dar condições para que se continue a aprender durante toda a vida.

“Uma escola que forme simplesmente para as profissões que já foram criadas no passado é uma escola que não cumpre a sua função para o futuro”, frisou.

Também o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sublinhou que a música e o ensino artístico são “absolutamente essenciais” no panorama educativo.

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