O Comando Territorial de Faro da Guarda Nacional Republicana (GNR) quis incluir nas comemorações do seu 17º aniversário uma Eucaristia de Ação de Graças e Sufrágio pelos seus militares e civis falecidos, incluindo o cabo Pedro Manata e Silva, que morreu a 27 de outubro passado no decurso de uma operação de combate ao tráfico de droga.

A celebração teve lugar em Faro na igreja matriz de São Pedro no passado domingo, 25 de janeiro, e foi presidida pelo capelão do Comando Territorial de Faro e vigário-geral da Diocese do Algarve. O cónego Carlos César Chantre enalteceu o facto de a GNR, “seguindo os princípios do seu próprio povo”, rezar pelos que faleceram. “É sempre uma riqueza estas instituições militares e policiais fazerem-nos lembrar aqueles que morreram. Quem dera que todas as instituições aprendessem este princípio de pegar no pensamento do seu povo e nunca esquecer aqueles que partiram porque eles fazem parte da vida, simplesmente estão noutro estado de desenvolvimento. É por isso que este é o momento próprio para rezar por eles”, afirmou.


Na Eucaristia, na qual se assinalou também a solenidade de São Vicente, padroeiro da Diocese do Algarve, e memória litúrgica de São Sebastião, os militares levaram no momento da apresentação dos dons o estandarte do Comando Territorial de Faro, um capacete de infantaria e um capacete de cavalaria. Conforme foi explicado, o branco do estandarte heráldico “simboliza as areias da ocidental praia lusitana algarvia”; “o verde representa o mar”; “o perle invertido representa a Ria Formosa”; “a chave mourisca dupla evoca a chave exibida por D. Afonso IlI, em 1249, aquando da conquista de Faro”; “os crescentes são uma alusão ao antigo domínio árabe”; e “o sol representa a irradiação de intenso e caloroso movimento de segurança junto das populações locais e de todos aqueles que visitam a região”. “Os capacetes de Infantaria e de Cavalaria simbolizam as principais armas existentes na GNR, consubstanciadas por forças apeadas e a cavalo, dando continuidade a uma tradição que já vem da então Guarda Real de Polícia, antecessora da GNR e que remonta a 1801”, acrescentou-se.

No final da celebração, participada pelo comandante da GNR Marco Reinaldo Henriques e por uma representação da Polícia de Segurança Pública (PSP), foi ainda entoado o grito da instituição.

Desde ontem e até amanhã, 28 de janeiro, está a decorrer uma demonstração de meios, cinotécnica e equestre pelas escolas do concelho de Faro e na sexta-feira, 30 de janeiro, realizar-se-á, pelas 19h30 no Teatro das Figuras, um concerto da Banda Sinfónica da GNR com entrada gratuita mediante levantamento de bilhete no local do evento.










