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O projeto visa desenvolver uma nova cultura de participação juvenil nos processos de tomada de decisão, através do desenvolvimento de parcerias, estratégias coletivas e de espaços de cooperação que envolvam os vários intervenientes.

Promovido pela Cooperativa de Educação, Cooperação e Desenvolvimento (ECOS) e apresentado em outubro, o projeto inclui, durante o ano em que se realiza, um processo de consulta aos 16 municípios algarvios e a grupos de jovens e líderes juvenis.

"É necessário haver uma plataforma regional que permita criar sinergias e pensar a juventude em conjunto, em vez de os intervenientes estarem separados e não haver um esforço comum", explicou Bruno António, coordenador da cooperativa ECOS.

O projeto engloba também a realização de questionários, que contribuirão para a criação de um documento final com recomendações, e de um documentário sobre a juventude na região.

"O objetivo é criar um documento que sirva de suporte às entidades para o desenvolvimento de políticas de juventude", acrescentou Bruno António, defendendo que a lógia de participação juvenil "tem que mudar".

Segundo a mesma fonte, a maior parte das autarquias algarvias têm iniciativas pontuais ou gabinetes de apoio à juventude, mas não há estratégias globais definidas.

"Faro é a única autarquia que tem uma política de juventude suportada por um plano estratégico. Existem pelo menos seis com conselhos municipais de juventude legalmente criados, o que não quer dizer que estejam a funcionar", referiu.

Apesar de existirem políticas nacionais de apoio à Juventude, Bruno António quer também, com este projeto, perceber até que ponto estas dão resposta às necessidades dos jovens algarvios, região marcada pelo desemprego e sazonalidade.

Será através dos questionários e dos processos de auscultação aos jovens que a equipa liderada por Bruno António e Sofia Martins irá sistematizar um documento com as áreas onde é prioritário intervir e a partilha de boas práticas na área da juventude.

De acordo com aqueles responsáveis, é preciso desenvolver estratégias que permitam minimizar, por exemplo, o abandono escolar e o emprego, assim como implementar medidas para melhorar o acesso à educação e formação.

Os próximos passos são a realização da segunda reunião regional do projeto, na quarta-feira, em Portimão, e, em abril, a realização do I Encontro de Juventude do Algarve (EJA), no qual deverão participar 160 dirigentes e técnicos do Algarve na área da juventude.

O EJA deverá realizar-se na Universidade do Algarve, em Faro, entre os dias 26 e 28 de abril, decorrendo paralelamente o I Encontro de vereadores de juventude da região.

Para que o documento final, produzido após o encontro, "não fique na gaveta" e aproveitando o facto de 2013 ser ano de eleições autárquicas, deverá ainda ser lançada a "Agenda 2020", acrescentou Bruno.

"Serão vinte pontos com ideias específicas lançadas para todas as listas de candidatos às autarquias, para depois percebermos se as decidiram incorporar nos seus planos eleitorais", concluiu.

Lusa

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